Curiosidades sobre o Steve, nosso Spitz Alemão cheio de personalidade
Como um Lulu da Pomerânia assumiu o controle emocional da casa — e do coração da gente
Tem cachorro que vira companhia. E tem cachorro que, sem pedir licença, assume o controle emocional da casa inteira. O Steve, quando chegou, foi exatamente assim — quis dominar tudo desde o primeiro dia.
Pequeno, peludo, carente, dramático, ciumento e completamente sem noção de espaço pessoal. Essa é a descrição oficial do nosso Lulu da Pomerânia. E quanto mais a gente convive com ele, mais fica claro que cada cachorro carrega um universo próprio — com manias, preferências e um repertório de fofurices que transforma dias comuns em histórias que a gente conta pra todo mundo.
Então resolvi registrar aqui. Quem tem cachorro vai se identificar. Quem tem Spitz Alemão vai entender exatamente o nível de intensidade que cabe nesse corpinho de ursinho.
Possessivo? Não. Proprietário.
Os brinquedos são dele. Os cantinhos são dele. As pessoas são dele. E a atenção da casa? Oficialmente registrada no CPF dele.
A bolinha tipo tênis é praticamente patrimônio histórico. O ursinho tem estatuto de proteção especial. E a vaquinha de pelúcia? Intocável. Não se toca na vaquinha. E ele ama os brinquedos que fazem barulho ao morder. A gente que aguente.
Se alguém pega um brinquedo “indevidamente”, o Steve ativa o modo vigilância máxima em menos de dois segundos. É rápido. É intenso. É irresistível.
Goleiro profissional. 8cm de altura.
A brincadeira de buscar brinquedos poderia ser simples. Mas o Steve não faz nada pela metade. Ele consegue agarrar a bolinha no ar — com um salto tão exagerado, tão técnico e tão cheio de comprometimento que dá vontade de narrar:
“DEFENDEU STEEEEEVE! QUE REFLEXO! QUE CONCENTRAÇÃO!”
E ele realmente acerta. Com frequência desconcertante.
O hobby misterioso: mandar brinquedos para o abismo
Embaixo do sofá. Embaixo da cama. Atrás do rack. O Steve tem um talento inexplicável de lançar os brinquedos nos lugares mais inacessíveis da casa.
O detalhe que torna isso ainda melhor: ele faz isso olhando pra gente. Com a calma de quem pensa: “Agora é problema de vocês.”
A gente virou funcionário oficial do Departamento de Resgate de Brinquedos. Sem contrato. Sem hora extra. Com muita dedicação. E no fundo, acho que ele faz isso só pra chamar a gente pra brincar. É o jeitinho dele de garantir atenção o tempo inteiro.
Missão: acompanhar o humano em todo lugar
Cozinha. Banheiro. Quarto. Sala. Varanda. Não importa o destino — o Steve vai junto. Sempre. Só que os Lulus da Pomerânia geralmente elegem um humano favorito, e aqui em casa essa pessoa sou eu.
Lembra daquela cena clássica de Todo Mundo Odeia o Chris, quando o pai fala que onde você estiver ele estará lá? O Steve é exatamente assim comigo. Aonde eu vou, ele está.
Às vezes levanto só pra pegar água e ele já aparece do meu lado com aquela energia de quem acha que partimos rumo a uma aventura épica. E tem aquele olhar, sabe? Aquele olhar de cachorro desconfiado que diz, sem palavras:
“Aonde você pensa que vai?”
Ciúme. Até de pelúcia.
Parece exagero. Mas não é. Muitos Spitz Alemão são possessivos ao extremo. E o Steve não é exceção.
Se começo a brincar conversando com alguma pelúcia — qualquer pelúcia — o Steve aparece. Ele empurra. Late. Se coloca no meio. E ainda vira guardião daquele objeto que ousou roubar minha atenção. Porque existe uma regra não escrita, muito clara na cabecinha dele:
“Ninguém aqui compete comigo. Ninguém.”
Detetive de esconde-esconde
Quando me escondo, ele sai em busca com toda energia e se transforma num verdadeiro cão policial. Fareja. Procura. Não desiste.
O problema — ou a graça — é que moramos em apartamento. Não existe esconderijo que esse farejador nato não descubra em menos de um minuto.
E quando encontra? É uma explosão que mistura felicidade, indignação e comemoração ao mesmo tempo. Como se dissesse:
“EU SABIA. Eu sabia o tempo todo. Vocês acham que me enganam?”
O ladrão de meias mais fofo do planeta
Toda casa tem o mistério da meia desaparecida. Aqui, o culpado pesa poucos quilos e tem cara de ursinho inocente.
O Steve pega meia do chão, sai correndo como se tivesse executado o maior assalto da história e some no cantinho favorito dele pra apreciar o troféu. A velocidade. O comprometimento. O drama. É uma obra de arte.
E o nível do crime é ainda maior: quando não encontra meia no chão, ele vai direto na fonte. Vai buscar dentro da gaveta. Resolve o problema sozinho. Porque o Steve é folgado assim — e a gente não consegue nem ficar com raiva.
Carência não é frescura. É necessidade vital.
O Steve não gosta de carinho. O Steve precisa de carinho. Fisiologicamente. Ele quer colo, quer abraço, quer encostar, quer participar de tudo — e às vezes simplesmente se joga em cima da gente sem nenhum aviso e sem qualquer noção de espaço. Na cabeça dele, claramente ele tem o tamanho de um urso.
Sobe no sofá, se joga de barriga pra cima e fica encarando a gente com aquele olhar que diz claramente:
“Vai, humano. Me sirva.”
É um amor meio estabanado. Um amor que atropela. Um amor impossível de resistir.
A cama dele? Decoração.
A gente comprou caminha bonita, confortável e fofinha. Ele escolheu o chão. Claro.
Só que de madrugada — sempre de madrugada — o Steve decide que precisa, urgentemente, subir na cama. E ao invés de pedir com jeitinho, começa a raspar as patinhas na lateral com a intensidade de quem declara estado de emergência nacional.
Alguém levanta. Alguém pega o príncipe no colo. O príncipe dorme satisfeito. E a gente sabe que não tinha como ser diferente.
O mais engraçado? Depois de todo esse escândalo pra subir, alguns minutos depois ele desce sozinho. E ainda existe o episódio clássico com o João: antes do meu marido ir dormir, o Steve já ocupou o lugar dele na cama — e ainda fica incomodado quando ele chega pra deitar. A cara de pau é total.
Os brinquedos são amigos. De verdade.
O macaco de pelúcia. O bull terrierzinho. Esses dois têm um lugar especial no coração — e nas patinhas — do Steve.
Ele segura os bichinhos, abraça, morde de leve. E lentamente vai fechando os olhinhos com um deles literalmente na boca, como quem guarda um tesouro pra não perder.
É a cena mais fofa que existe. Parece montagem. Mas não é. É só o Steve se sentindo seguro do jeito dele. Ele transforma os brinquedos em naninha.
Ele conversa. Sério.
O Steve não late à toa. Ele responde, reclama, comenta e participa das conversas da casa com uma convicção impressionante.
E ele tem um latido pra cada ocasião: um pra quando está com fome, outro quando quer atenção, outro quando quer brincar e aquele especial — cheio de relatos — quando chegamos em casa e ele precisa nos contar tudo o que aconteceu durante o dia. Tudo. Em detalhes.
Aquele olhar.
Tem momentos em que o Steve para. Fica quieto. E simplesmente olha pra gente com uma profundidade de amor que desafia qualquer tentativa de explicação.
É um olhar de apaixonado. Daqueles que derretem o coração. Como se a presença da família fosse a coisa favorita da vida dele. E acho que, no fundo, é exatamente isso.
O limpa-parabrisa mais fofo
O rabinho do Steve tem vida própria. Basta eu olhar pra ele — só isso — e o rabinho já entra em movimento, de um lado pro outro, sem parar.
Ele pode estar deitadinho, no maior sossego, quase dormindo. Um olhar, e a dança começa.
É o termômetro mais honesto do mundo: não tem como fingir. Não tem como esconder. O Steve sente felicidade e o corpo inteiro entrega.
Cachorros mudam a casa por dentro
O Steve faz bagunça. Dá trabalho. Esconde meia — inclusive da gaveta. Raspa a cama de madrugada. Ocupa mais espaço do que qualquer ser de 3kg deveria ocupar.
Mas também transforma dias comuns em memórias que a gente conta rindo. Faz a casa parecer mais viva, mais barulhenta e mais cheia de sentido. Nos dias difíceis, ele é terapia — traz uma alegria e uma leveza que funcionam de verdade.
Cachorros têm essa habilidade rara: eles viram parte emocional da casa sem pedir permissão. E a gente nem percebe o momento exato em que isso acontece.
O Steve não é só um cachorro. Ele é um pedacinho da rotina, da bagunça e do coração da família. E a gente não trocaria isso por nada.





