Apostando Alto: um dorama sobre empreendedorismo, romance e coragem para recomeçar
Apostando Alto, também conhecido pelo título original Start-Up, é daqueles doramas que pedem um pouco mais de atenção nos primeiros episódios.
A história começa no passado, mostrando escolhas familiares, cartas, perdas e encontros que só revelarão toda a sua importância muitos anos depois. No início, algumas informações parecem soltas, mas logo percebemos que cada detalhe foi colocado ali por um motivo.
É justamente essa construção em camadas que torna a série tão envolvente.
O dorama mistura tecnologia, empreendedorismo, conflitos familiares, amizade, romance e recomeços, acompanhando jovens que tentam transformar boas ideias em empresas de verdade.
Ao mesmo tempo, fala sobre questões muito humanas: o medo de fracassar, o peso das expectativas, a comparação com outras pessoas e a dificuldade que tantas vezes temos de reconhecer o próprio talento.
Sobre o que é Apostando Alto?

Grande parte da história acontece na Sandbox, um ambiente de inovação inspirado no Vale do Silício.
É ali que jovens empreendedores formam equipes, apresentam projetos, recebem orientações de mentores e disputam investimentos que podem definir o futuro de suas empresas.
No centro da trama está Seo Dal-mi, uma jovem determinada que sonha em se tornar uma grande empresária, mesmo sem diploma universitário, contatos importantes ou uma família rica abrindo portas para ela.
Também conhecemos Nam Do-san, um programador brilhante e fundador da Samsan Tech; Han Ji-pyeong, um investidor experiente e conhecido pela sinceridade nem sempre delicada; e Won In-jae, irmã de Dal-mi, que cresceu cercada por oportunidades, mas deseja provar que suas conquistas não dependem apenas da influência da família.
Cada personagem chega à Sandbox carregando uma história diferente. Quando esses caminhos se cruzam, começam as disputas profissionais, os conflitos familiares, as descobertas e, claro, o romance.
Uma pequena linha do tempo para entender o começo
Como os primeiros episódios alternam passado e presente, vale organizar os principais acontecimentos. Esta parte ajuda a compreender a história sem revelar seu desfecho.
A separação da família
Dal-mi e In-jae ainda são crianças quando os pais se separam.
Dal-mi decide permanecer com o pai e cresce levando uma vida simples ao lado da avó. In-jae acompanha a mãe, que mais tarde se casa com um homem rico, e passa a viver em uma realidade completamente diferente.
A escolha separa as irmãs e deixa uma ferida que continua aberta durante muitos anos.
As cartas de Nam Do-san
Percebendo que Dal-mi está sofrendo e se sentindo muito sozinha, sua avó, Choi Won-deok, pede ajuda ao jovem Han Ji-pyeong, que havia sido acolhido por ela.
Ji-pyeong começa a escrever cartas para Dal-mi usando o nome Nam Do-san, encontrado por acaso em uma notícia sobre um menino considerado gênio da matemática.
Dal-mi acredita que aquele garoto realmente existe. As cartas se tornam um consolo durante uma fase difícil e permanecem guardadas como uma das lembranças mais importantes de sua infância.
O verdadeiro Nam Do-san aparece

Já adulta, Dal-mi precisa encontrar o menino que acredita ter escrito aquelas cartas.
Ji-pyeong procura o verdadeiro Nam Do-san, agora um programador extremamente talentoso que tenta fazer a Samsan Tech dar certo ao lado de seus amigos.
Do-san aceita participar daquela história sem imaginar o tamanho da confusão emocional que surgiria depois.
O encontro na Sandbox
Dal-mi, Do-san, Ji-pyeong e In-jae acabam envolvidos na Sandbox, cada um ocupando um papel diferente.
Dal-mi quer provar que consegue liderar uma empresa. Do-san busca uma oportunidade para transformar seu talento em algo promissor. In-jae deseja construir uma trajetória que seja reconhecida como sua. Ji-pyeong assume o papel de investidor e mentor.
A partir daí, o dorama entra de vez no universo das startups.
Empreender exige mais do que uma boa ideia

Uma das partes mais interessantes de Apostando Alto é a forma como a série mostra que uma tecnologia impressionante não se transforma automaticamente em um bom negócio.
A Samsan Tech possui programadores brilhantes. Mesmo assim, seus fundadores não sabem apresentar o produto, encontrar clientes ou explicar por que alguém deveria investir naquela empresa.
Eles conseguem desenvolver algo tecnicamente avançado, mas ainda precisam descobrir qual problema real aquela tecnologia pode resolver.
Ao longo da história, os personagens lidam com falta de dinheiro, conflitos entre sócios, contratos mal avaliados, apresentações que não saem como planejado e críticas difíceis de ouvir.
A Sandbox aparece de uma forma muito mais bonita e organizada do que a realidade de grande parte das empresas. Os escritórios são modernos, os eventos são empolgantes e aquele ambiente desperta vontade de abandonar tudo e abrir uma startup no dia seguinte.
Existe uma boa dose de idealização, claro.
Mesmo assim, o dorama mostra bem que empreender também significa errar, mudar de direção e continuar sem qualquer garantia de que o esforço dará resultado.
Uma ideia pode ser excelente e ainda não estar pronta.
Um projeto pode fracassar sem que seus criadores sejam fracassados.
Quando cada talento encontra seu lugar
Essa foi uma das reflexões que mais me marcou em Apostando Alto.
Os personagens não precisam ser bons em tudo. A empresa começa a avançar quando cada um entende qual papel consegue desempenhar melhor.
Nam Do-san é um gênio da programação.
Ele domina códigos, algoritmos, inteligência artificial e reconhecimento de imagens. Consegue desenvolver soluções que poucas pessoas teriam capacidade técnica para criar.
Ao mesmo tempo, possui dificuldade para vender uma ideia, conduzir uma apresentação e liderar uma equipe com segurança.
É aí que Dal-mi encontra seu espaço.
Ela não sabe programar como Do-san, mas sabe observar as pessoas, tomar decisões e manter a equipe trabalhando na mesma direção.
Dal-mi assume a função de CEO e mostra que liderança não depende apenas de um currículo impressionante. Ela faz as perguntas certas, enxerga aplicações práticas para a tecnologia e percebe necessidades que os programadores ainda não haviam notado.

Já Han Ji-pyeong sabe avaliar empresas, reconhecer o potencial de uma equipe e identificar rapidamente os riscos de um projeto.
Sua sinceridade quase nunca vem acompanhada de delicadeza. Ele pode ser duro e até desanimador, mas grande parte de suas críticas aponta justamente para os problemas que precisam ser resolvidos.
Do-san desenvolve. Dal-mi lidera. Ji-pyeong avalia e orienta.
Nenhum deles possui todas as respostas sozinho.
Uma boa equipe não é formada por pessoas que sabem fazer exatamente as mesmas coisas. Ela funciona quando talentos diferentes encontram espaço e começam a se completar.
Essa ideia também serve para famílias, projetos e tantas outras situações da vida.
Passamos muito tempo tentando ser bons em tudo, quando seria mais importante reconhecer aquilo que fazemos bem e aprender a valorizar a capacidade de quem está ao nosso lado.
Dal-mi e a coragem de ocupar seu lugar

Dal-mi é uma protagonista fácil de admirar porque não chega à Sandbox com a vida resolvida.
Ela trabalhou em diferentes empregos, não concluiu a faculdade e sabe que muitas pessoas enxergam primeiro aquilo que falta em seu currículo.
Mesmo assim, não aceita que sua origem determine até onde pode chegar.
Existe nela um desejo muito forte de honrar o pai, que também sonhava em construir uma empresa. Dal-mi carrega essa lembrança, mas precisa transformar o sonho dele em um caminho que também seja seu.
Ela não começa como uma líder pronta. Erra, toma decisões por impulso e aprende enquanto os problemas já estão acontecendo.
Dal-mi não sabe tudo, mas também não usa isso como desculpa para permanecer parada.
Do-san e o peso de ser considerado um gênio

Do-san foi reconhecido como um prodígio da matemática quando ainda era criança.
O que poderia ter sido apenas uma lembrança feliz acaba se transformando em um peso. Ele cresce cercado pela expectativa de que fará algo extraordinário e chega à vida adulta sentindo que decepcionou os pais.
Embora seja brilhante na programação, possui muita dificuldade para reconhecer o próprio valor.
Essa insegurança aparece no trabalho, na relação com os amigos e também na vida amorosa. Do-san acredita que precisa ser mais bem-sucedido e confiante para merecer aquilo que deseja.
Seu amadurecimento acontece quando ele começa a deixar para trás a imagem daquele menino considerado genial e tenta descobrir quem deseja ser como adulto.
In-jae e a necessidade de provar que é capaz

Won In-jae poderia ter sido apenas a irmã rica e arrogante criada para rivalizar com Dal-mi, mas sua história vai além disso.
Ela cresceu cercada por conforto e oportunidades, porém vive ouvindo que suas conquistas só aconteceram por causa do dinheiro e da influência do padrasto.
Por isso, decide deixar a empresa da família e construir algo que seja realmente seu.
In-jae quer provar que possui capacidade, mesmo que muitas vezes esconda suas inseguranças atrás de uma postura fria e orgulhosa.
No fundo, ela e Dal-mi carregam uma teimosia bastante parecida.
Enquanto Dal-mi precisa provar que consegue vencer sem privilégios, In-jae tenta provar que consegue vencer apesar deles.
Eu apenas gostaria que a reconstrução da relação entre as duas tivesse recebido um pouco mais de espaço.
Choi Won-deok: o coração da história

Em uma série cheia de tecnologia, investimentos e projetos para o futuro, uma das personagens mais importantes é justamente Choi Won-deok, a avó de Dal-mi e In-jae.
Ela vende cachorro-quente, leva uma vida simples e não entende praticamente nada sobre startups.
Mas entende de pessoas.
Foi ela quem criou Dal-mi, acolheu Ji-pyeong quando ele era jovem e tentou manter algum laço entre os membros de uma família separada por tantas escolhas e mágoas.
No ambiente profissional, Ji-pyeong é seguro, inteligente e quase sempre possui uma resposta pronta. Perto de Won-deok, conhecemos seu lado mais vulnerável.
Ela lhe ofereceu abrigo e ajuda quando ele não tinha para onde ir, sem esperar nada em troca.
Won-deok representa aquele tipo de acolhimento que não exige grandes explicações. Sua casa se transforma em um porto seguro, e alguns dos momentos mais emocionantes do dorama nascem de sua forma simples de cuidar.
O romance e as cartas do passado

O triângulo amoroso entre Dal-mi, Do-san e Ji-pyeong dividiu bastante o público.
De um lado está o verdadeiro Nam Do-san, com quem Dal-mi começa a construir uma relação no presente. Do outro está Ji-pyeong, responsável pelas cartas que se tornaram uma das lembranças mais importantes da infância dela.
O conflito não envolve apenas escolher entre dois personagens.
Ele também fala sobre a diferença entre o sentimento criado por uma lembrança e aquilo que nasce quando conhecemos alguém de verdade, com qualidades, falhas e inseguranças.
Algumas pessoas se envolveram mais com o crescimento de Do-san. Outras sentiram que Ji-pyeong possuía uma ligação emocional mais profunda com Dal-mi e merecia um rumo diferente.
Eu consigo entender os dois lados.
Em certos momentos, o triângulo amoroso se prolonga mais do que precisava. Ainda assim, as cartas são fundamentais para ligar o passado ao presente e colocar toda a história em movimento.
A tecnologia não está ali apenas para deixar tudo moderno
A Samsan Tech trabalha com inteligência artificial e reconhecimento de imagens. Ao longo da história, também aparecem projetos ligados à acessibilidade, análise de dados e carros autônomos.
Os programadores precisam testar sistemas, corrigir falhas e encontrar aplicações práticas para aquilo que desenvolveram.
Alguns processos acontecem com uma rapidez conveniente para o roteiro, mas esses assuntos não aparecem apenas para deixar os escritórios mais modernos.
A tecnologia interfere diretamente nas decisões dos personagens e provoca questionamentos sobre inovação, empregos e os riscos de levar um sistema do ambiente de testes para o mundo real.
Isso ajuda a tornar o dorama interessante até para quem normalmente não escolheria uma série centrada em romance.
O primeiro dorama que assistimos em casal
Apostando Alto foi o primeiro dorama que assistimos juntos aqui em casa.
A escolha funcionou porque a série encontrou um ponto de encontro entre os nossos gostos.
O universo da programação, das startups, da inteligência artificial e dos carros autônomos despertou o interesse do João. Eu já estava envolvida pelos personagens, pelos conflitos familiares e pela forma como a história construía cada emoção.
Foi também o dorama que mostrou para ele que essas produções podem falar sobre muitos assuntos diferentes, sem perder a capacidade de fazer a gente se apegar aos personagens.
Depois dele, escolher o próximo ficou bem mais fácil.
Apostando Alto vale a pena?

Apostando Alto vale a pena para quem gosta de histórias sobre pessoas tentando construir um futuro melhor, mesmo sem saber exatamente como chegar até ele.
O dorama mistura empreendedorismo, tecnologia, família e romance de uma forma envolvente. Depois que entendemos os acontecimentos do passado, a história flui com facilidade.
Outro acerto de Apostando Alto é o humor. O dorama tem várias situações divertidas e personagens com uma dinâmica muito engraçada. Eu ri bastante em alguns episódios, principalmente com as confusões envolvendo a Samsan Tech. Essa mistura de drama, romance e comédia deixa a história mais leve e ajuda os 16 episódios a fluírem muito bem.
A fotografia é bonita, a Sandbox possui um visual moderno e a trilha sonora combina com o clima jovem e esperançoso da série.
Quem espera uma representação totalmente realista do mercado de startups precisará relevar algumas facilidades do roteiro. Quem não gosta de triângulos amorosos também pode se irritar em determinados momentos.
Ainda assim, Apostando Alto é um dorama agradável, emocionante e cheio de assuntos interessantes.
Mais do que acompanhar a criação de empresas, vemos pessoas tentando reconhecer o próprio valor, encontrar seu lugar e aprender a trabalhar com quem possui capacidades diferentes.
Nenhum personagem precisa ser perfeito em tudo.
Quando cada um entende aquilo que pode oferecer, as peças finalmente começam a se encaixar.

Ficha técnica de Apostando Alto
Título original: Start-Up (스타트업)
Título no Brasil: Apostando Alto
País de origem: Coreia do Sul
Ano de lançamento: 2020
Número de episódios: 16
Gêneros: romance, drama, comédia romântica, tecnologia e empreendedorismo
Direção: Oh Choong-hwan
Roteiro: Park Hye-ryun
Elenco principal: Bae Suzy (Seo Dal-mi), Nam Joo-hyuk (Nam Do-san), Kim Seon-ho (Han Ji-pyeong) e Kang Han-na (Won In-jae)
Classificação indicativa: 12 anos
Onde assistir no Brasil: Netflix
A partir daqui, o artigo contém spoilers de Apostando Alto

Caso você ainda não tenha terminado o dorama, recomendo voltar depois. A seguir, vou comentar acontecimentos importantes do final da história.
A menina do balanço e a verdadeira origem da Sandbox

Um dos detalhes mais significativos de Apostando Alto está ligado ao pai de Dal-mi e In-jae, Seo Chung-myung.
Depois de deixar o emprego e decidir abrir a própria empresa, ele finalmente consegue uma oportunidade para apresentar seu projeto a possíveis investidores.
No caminho para a reunião, porém, sofre um acidente. Mesmo machucado, decide continuar e faz sua apresentação.
Entre as pessoas que o ouvem está Yoon Seon-hak, que mais tarde se tornaria a fundadora e CEO da Sandbox.
Durante a conversa, Chung-myung conta uma lembrança de Dal-mi.
Quando criança, ela adorava brincar no balanço. Com medo de que a filha se machucasse caso caísse, ele colocava areia embaixo do brinquedo para amortecer a queda.
A intenção não era impedir Dal-mi de brincar ou eliminar todos os riscos. Ele queria criar um lugar mais seguro para que ela pudesse tentar, cair e levantar novamente.
Aquela história permanece com Yoon Seon-hak e acaba inspirando a criação da Sandbox, nome que significa justamente “caixa de areia”.
O projeto nasce com o mesmo propósito: oferecer aos jovens empreendedores um ambiente em que possam arriscar, cometer erros e tentar novamente sem serem destruídos pela primeira queda.
O pai de Dal-mi consegue o investimento que tanto buscava, mas morre pouco depois, em consequência dos ferimentos causados pelo acidente.
Saber que ele finalmente havia alcançado seu objetivo, mas não teve a oportunidade de contar à filha, deixa tudo ainda mais doloroso.
Durante boa parte do dorama, Yoon Seon-hak acredita que In-jae era a menina do balanço, porque ela usa essa lembrança em sua inscrição para a Sandbox.
Mais tarde, In-jae admite que aquela história não pertencia a ela.
A verdadeira menina do balanço sempre foi Dal-mi.
Quando Dal-mi descobre que a Sandbox nasceu de uma lembrança contada por seu pai, sua presença naquele lugar ganha um significado completamente novo.
Sem saber, ela estava continuando um sonho que havia começado muitos anos antes.
O final de Dal-mi, Do-san e Ji-pyeong

O triângulo amoroso termina com Dal-mi escolhendo Nam Do-san.
Depois de tantos desencontros, os dois se reconciliam e voltam a construir não apenas o relacionamento, mas também uma empresa juntos.
No salto para o futuro, as fotografias no escritório revelam que Dal-mi e Do-san se casaram.
Ela continua como CEO da Cheongmyeong, enquanto ele assume a posição de CTO. A empresa cresce, conquista o importante projeto de cidade inteligente e os dois alcançam muito sucesso profissional.
Ji-pyeong permanece próximo como investidor da empresa. In-jae também continua participando daquela trajetória, e os quatro aparecem juntos a caminho de uma reunião de acionistas.
Não existe um romance entre Ji-pyeong e In-jae. O que permanece é a ligação profissional construída em torno da empresa.
Eu achei coerente Dal-mi terminar com Do-san.
Ji-pyeong teve sentimentos verdadeiros por ela e chegou a confessá-los. Ainda assim, passou grande parte da história hesitando e tentando protegê-la de longe.
Do-san conheceu Dal-mi já adulta e teve uma postura diferente.
Mesmo cometendo erros e participando de uma mentira no começo, ele demonstrou o que sentia por meio de atitudes. Esteve ao lado dela, acreditou em suas ideias e aceitou correr riscos junto com ela.
O próprio Ji-pyeong reconhece essa diferença no final.
Ele diz a Dal-mi que não deveria ser visto como o Nam Do-san das cartas. Durante 15 anos, nunca a procurou. O verdadeiro Do-san, por outro lado, foi ao encontro dela no mesmo dia em que leu aquelas cartas.
Achei uma forma bonita e madura de encerrar aquela disputa.
As cartas ajudaram Dal-mi durante uma fase muito difícil, mas uma relação não poderia permanecer presa apenas ao que aconteceu na infância.
Ela escolheu quem estava disposto a construir algo ao seu lado no presente.
Por isso, apesar de todo o carinho que senti por Ji-pyeong, eu fui do time Dal-mi e Nam Do-san.
E vocês? Acham que ela fez a escolha certa ou eram do time Ji-pyeong?





