Juntos e Misturados: o reencontro divertido de Adam Sandler e Drew Barrymore
O filme 50 First Dates (Como Se Fosse a Primeira Vez) sempre me trouxe aquela sensação gostosa de querer apagar a memória só para poder assistir tudo de novo pela primeira vez rsrs. É um daqueles filmes leves, divertidos e extremamente confortáveis. Daqueles que a gente guarda no coração e consegue assistir inúmeras vezes sem enjoar.
Então quando soube que Adam Sandler e Drew Barrymore voltariam juntos em Blended (Juntos e Misturados), acendeu aquela vontade de assistir o filme no cinema pela dupla de atores.
Fomos esperando apenas algumas risadas leves… mas o filme superou bem as nossas expectativas.
Além de ser divertido, ele tem uma história muito gostosa sobre relações familiares, romance, amizade, recomeços e até sobre lidar com a ausência de uma mãe ou de um pai dentro de casa.
Juntos e Misturados tem exatamente essa energia confortável de filme que abraça a gente sem precisar exagerar no drama.
E existe uma química que funciona muito bem entre os dois protagonistas.
Não é aquele romance exageradamente perfeito. Nem aquele casal cheio de cenas dramáticas tentando emocionar o tempo inteiro. Eles simplesmente funcionam juntos de um jeito leve, divertido e natural.
E talvez seja exatamente isso que faz esses filmes tão gostosos de assistir.
Um filme divertido para assistir no sofá com pipoca na mão
Uma das coisas mais legais de Juntos e Misturados é que ele consegue agradar toda a família!
Assistimos novamente com as crianças há pouco tempo e elas deram muitas risadas.
É o tipo de filme gostoso de assistir junto, no sofá, sem precisar de um momento especial para isso. Qualquer dia serve.
Mesmo sendo uma comédia, o filme também tem momentos surpreendentemente acolhedores.
Tem uma cena em que Lauren, personagem da Drew Barrymore, canta “Over the Rainbow” para uma das filhas do Jim. É uma música linda por si só. Mas ali, naquele momento, dá um quentinho no coração.
Confesso que caiu uma lagriminha. Não esperava. E acho que é exatamente por isso que essa cena acabou ficando na memória.
São pequenos momentos assim que fazem o filme ficar ainda mais especial.
A viagem em família para a África, a bagunça constante, as diferenças entre os personagens e os pequenos constrangimentos… deixam o filme leve, agradável e confortável.
Nada parece perfeito demais.
E talvez isso torne tudo ainda mais divertido.
A dinâmica da família funciona muito bem
Uma das coisas mais criativas da história é justamente a dinâmica entre os personagens.
Jim é um pai solteiro tentando criar três meninas sozinho, enquanto Lauren praticamente cria dois meninos sem nenhuma ajuda masculina por perto.
E o filme consegue tirar momentos muito divertidos disso.
Ela completamente perdida no universo dos meninos… e ele precisando desesperadamente de um toque feminino para ajudar com as filhas.
Foi uma sacada muito inteligente da história, porque tudo acontece de um jeito natural e divertido, mantendo aquele humor caótico e exagerado que é marca registrada dos filmes do Adam Sandler.
Além disso, as crianças têm personalidade própria. Cada uma contribui para deixar o filme ainda mais engraçado e divertido. A filha menor do Jim, a pequena Lou, é uma fofura atuando.
O casal de Como Se Fosse a Primeira Vez
É impossível assistir ao filme sem lembrar de 50 First Dates (Como Se Fosse a Primeira Vez).
Muita gente conheceu e se apaixonou pela dupla ali.
E embora os filmes sejam completamente diferentes, existe a mesma sensação confortável quando os dois aparecem juntos em cena.
Tem algo familiar.
Como reencontrar personagens antigos sem precisar realmente reencontrá-los.
Acho até curioso como algumas duplas conseguem repetir a parceria anos depois sem parecer algo forçado. Em Juntos e Misturados, isso funciona muito bem porque a química continua natural e espontânea entre os atores.
Você sente que os dois estão se divertindo ali.
E isso passa para quem está assistindo.
Um filme que equilibra tudo muito bem
Hoje em dia é até difícil encontrar filmes cativantes que realmente funcionem para assistir em família.
Muitos se tornam esquecíveis poucos minutos depois de assistir.
Mas Juntos e Misturados consegue equilibrar tudo isso de uma forma muito gostosa.
Ele é engraçado sem precisar ser pesado.
Romântico sem exagerar.
E bagunçado de um jeito divertido.
Os momentos em família funcionam. As crianças têm personalidade. E até as cenas mais bobas acabam ficando memoráveis justamente pela narrativa.
É aquele tipo de filme que talvez nem tente ser uma obra-prima… mas consegue algo muito mais raro hoje em dia: ser confortável e divertido.
Filmes que deixam marca
No fim, acho que existem dois tipos de filmes.
Os que assistimos e esquecemos pouco tempo depois.
E os que fazem a gente realmente se divertir e guardar uma sensação boa.
Como se tudo isso já não fosse divertido o suficiente, boa parte do filme ainda se passa na África. As cenas envolvendo o resort, os passeios e toda a bagunça da viagem deixam o filme ainda mais gostoso de assistir.
E ainda tem a participação de Terry Crews, que muita gente conhece como o pai do Chris em Everybody Hates Chris (Todo Mundo Odeia o Chris).
No filme, ele interpreta o animador do hotel — e sinceramente? Cada aparição dele consegue deixar tudo ainda mais engraçado.
As cenas são completamente exageradas, musicais e divertidas na medida certa.
Juntos e Misturados definitivamente é um daqueles filmes que a gente acaba tendo vontade de assistir de novo. Porque às vezes tudo o que a gente precisa é justamente disso: uma história divertida, personagens carismáticos e algumas horas de distração para desacelerar um pouco a mente.
Filmes assim fazem falta.





