Toy Story 5 vale a pena? Um filme para crianças ou para adultos nostálgicos?
Fomos assistir em família ao novo filme Toy Story 5.
E preciso confessar: acho que eu estava mais ansiosa do que as crianças para assistir. rsrs
Toy Story fez parte da minha infância. Eu me lembro de crescer acompanhando os filmes da franquia e de assistir ao primeiro filme ainda criança, no cinema.
Então, viver essa linha do tempo foi muito emocionante.
Eu, que há praticamente 30 anos assistia Toy Story como criança, agora estava ali, no cinema, com meus filhos, assistindo ao quinto filme da franquia.
É uma sensação muito especial. Daquelas que misturam nostalgia, memória afetiva e aquele pensamento inevitável:
Como o tempo passou tão rápido?
E uma coisa muito fofa aconteceu antes mesmo do filme começar.
A sessão estava cheia, mas tinham muito mais adultos do que crianças no cinema.
Na verdade, as crianças de 30 anos atrás estavam todas lá também, assistindo ao filme. rsrs
A Amanda percebeu isso e falou:
“Mamãe, reparou que o cinema está cheio, mas quase não tem criança aqui?”
E eu achei isso muito Toy Story.
Porque essa é uma das maiores belezas da franquia: ela acompanha a infância das crianças, mas também guarda um pedacinho da criança que ainda existe dentro dos adultos.
Antes de assistir, acabei vendo alguns comentários sobre o filme. Mesmo assim, tentei ir com a mente mais aberta possível para formar minha própria opinião e compartilhar aqui de forma sincera.
Afinal, Toy Story 5 vale a pena? É um filme que ainda conversa com as crianças de hoje ou fala mais com os adultos que cresceram com Woody, Buzz e toda essa turma?
Foi isso que eu fiquei pensando depois da sessão.
Jessie ganha o destaque que merecia

A grande protagonista desse filme, sem dúvida, é a Jessie.
E eu não falo isso como um defeito. Pelo contrário: achei que essa escolha funcionou muito bem.
A relação entre Woody e Buzz já foi bastante explorada nos outros filmes da franquia, então colocar a Jessie em uma posição de mais destaque foi uma decisão interessante.
Ela merecia esse espaço.
Eu sei que algumas pessoas podem estranhar um pouco essa mudança de foco, principalmente pelo apego que temos aos personagens mais clássicos. Mas, para mim, fez sentido dentro da história.
Toy Story tem esse poder, né?
A gente chega ao cinema com carinho pelos personagens. Parece que estamos reencontrando velhos amigos.
O tema principal de Toy Story 5: tecnologia e infância

Um dos pontos mais fortes de Toy Story 5 é a forma como o filme fala sobre a tecnologia ocupando cada vez mais espaço na vida das crianças — e cada vez mais cedo.
E, sinceramente, achei que essa mensagem conversa muito mais com os adultos do que com as próprias crianças.
Porque, no fim das contas, somos nós, adultos, que temos a responsabilidade de orientar, cuidar, formar e colocar limites.
O filme toca justamente nesse conflito que muitos pais vivem hoje: queremos preservar a infância dos nossos filhos, mas, ao mesmo tempo, não queremos excluir completamente a tecnologia da vida deles.
E isso pega bastante.
Porque sabemos que ainda existem muitas crianças que querem simplesmente ser crianças. Querem brincar, imaginar, inventar histórias, se divertir com coisas simples.
Mas cada vez mais cedo parece que algumas começam a sentir vergonha disso.
Vergonha de brincar.
Vergonha de usar a imaginação.
Vergonha de gostar de coisas de criança.
E, para não se sentirem excluídas, acabam tentando ser algo que ainda nem precisam ser.
E vamos combinar?
Tem coisa mais gostosa do que ser criança?
Tecnologia não precisa ser vilã

Uma coisa que gostei bastante é que o filme não mostra apenas o lado negativo da tecnologia.
No começo, ela aparece quase como a grande vilã da história. Mas, conforme o filme avança, vamos percebendo que o problema não é exatamente a tecnologia em si.
O ponto principal está em como ela é usada.
Com equilíbrio, limites e bom senso, a tecnologia pode fazer parte da vida das crianças sem roubar aquilo que elas têm de mais bonito: a infância.
Porque não temos como fugir da tecnologia. Ela está cada vez mais presente no mundo, na escola, no trabalho, nas relações e na rotina.
Mas o jeito como usamos isso, para o bem ou para o mal, faz toda a diferença.
Criança não precisa deixar de ser criança só porque tem acesso a aparelhos eletrônicos.
Mas ela precisa continuar tendo tempo, espaço e liberdade para brincar, imaginar, criar e viver a infância de verdade.
E achei que Toy Story 5 soube explorar isso muito bem.
Sobre amizades, pertencimento e ser quem a gente é

Outra mensagem muito bonita do filme é sobre escolher bem com quem queremos andar.
Às vezes, a gente acha que só vai ser feliz se fizer parte de um grupo específico. Mas nem sempre aquele ambiente combina com quem somos de verdade.
E isso vale muito para as crianças, mas também vale para os adultos.
Quando precisamos fingir ser quem não somos para caber em algum lugar, talvez aquele não seja o nosso lugar.
O filme mostra, de um jeito leve, que encontrar pessoas que compartilham dos nossos princípios, valores e jeito de ver a vida pode ser muito mais importante do que tentar se encaixar a qualquer custo.
E essa mensagem é muito importante, principalmente para crianças que estão crescendo em um mundo onde a comparação aparece muito cedo.
Perceber os sinais dos filhos
Também gostei muito da forma como o filme fala, mesmo que de maneira sutil, sobre perceber os sinais dos filhos.
Às vezes, as crianças estão carregando medos, inseguranças, traumas ou conflitos internos, mas não conseguem explicar isso com palavras.
E cabe a nós, pais, ir chegando aos poucos.
Observar.
Escutar.
Criar espaço.
Deixar a criança à vontade para falar quando se sentir segura.
Nem sempre os filhos vão chegar e dizer claramente o que estão sentindo. Muitas vezes, eles demonstram em atitudes pequenas, em mudanças de comportamento, em medos que aparecem do nada ou em falas aparentemente simples.
E o filme traz isso de uma forma sensível.
Toy Story 5 é divertido?

Sim, Toy Story 5 é divertido.
O filme tem cenas engraçadas, momentos de emoção e todo aquele universo de Toy Story que a gente já conhece.
Tem aventura, tem nostalgia e tem aquela sensação gostosa de estar novamente dentro do mundo dos brinquedos.
E, mesmo abordando temas importantes, ele não fica pesado.
Continua sendo um filme para assistir em família, com aquela mistura de humor, emoção e reflexão que Toy Story sabe fazer tão bem.
Sobre algumas críticas ao filme
Vi alguns comentários sobre cenas específicas e também sobre o protagonismo da Jessie, que parece ter gerado certo desconforto para algumas pessoas.
Sinceramente?
Eu entendo que cada pessoa assiste com um olhar diferente. E sim, talvez algumas escolhas pudessem ter sido feitas de outro jeito, principalmente por ser um filme infantil.
Mas, para mim, são detalhes pequenos.
Nada disso tirou a graça, o encanto e a mensagem principal que o filme quis transmitir.
Aqui em casa, depois do filme, conversamos com as crianças sobre o que elas acharam, o que entenderam e o que mais chamou atenção.
E acho que vale muito fazer isso.
Assistir em família e depois conversar sobre o filme é uma forma simples de entender como as crianças receberam aquela história.
Por aqui, eles falaram mais sobre a questão da tecnologia mesmo. Também disseram que acharam o filme divertido.
Então, no nosso caso, a experiência foi bem positiva.
Então, vale a pena assistir Toy Story 5?

Vale sim.
Toy Story 5 vale a pena porque é um filme bonito, divertido e cheio de mensagens importantes.
Para quem cresceu assistindo à franquia, ele também traz uma camada extra de emoção.
Porque não é só sobre assistir a mais um filme.
É sobre reencontrar personagens que fizeram parte da nossa infância e, agora, apresentar esse mesmo universo para os nossos filhos.
Toy Story não é só um desenho sobre brinquedos.
É sobre crescer, mudar, deixar algumas fases para trás, reencontrar memórias antigas e perceber que, mesmo depois de adultos, algumas histórias continuam morando dentro da gente.
Algumas curiosidades fofas sobre Toy Story

Eu sempre assisti aos filmes de Toy Story dublados, então confesso que uma curiosidade me chamou atenção depois de adulta: na versão original em inglês, a voz do Woody é do Tom Hanks e a voz do Buzz Lightyear é do Tim Allen.
Achei isso muito legal, porque são personagens que fazem parte da nossa memória afetiva há tantos anos, e às vezes a gente nem para para pensar em quem está por trás da voz original deles.
A voz original da Jessie é da atriz Joan Cusack, o que também achei uma curiosidade especial, já que ela ganhou tanto destaque nesse filme.
Outra curiosidade muito marcante é que o primeiro Toy Story, lançado em 1995, foi o primeiro longa-metragem de animação feito inteiramente por computador.
Ou seja, além de marcar a infância de muita gente, Toy Story também marcou a história do cinema.
E essa é a razão da franquia ter um lugar especial no coração de tantos adultos.
E essa é a graça de Toy Story.
A gente começa assistindo como criança, cresce, vira adulto, leva os filhos ao cinema e percebe que algumas histórias continuam ali, guardadinhas dentro da gente.
E quando a luz do cinema apaga, por alguns minutos, parece que aquela criança de anos atrás também senta do nosso lado para assistir.





