Cantinho Pet

Starbuck, de O Fim da Rua: conheça Buzz e Brisket, os cachorros que conquistaram o público

Starbuck, de O Fim da Rua, interpretado pelos cães Buzz e Brisket

Tem alguns personagens que aparecem na tela e não precisam dizer absolutamente nada para conquistar a gente.

Em O Fim da Rua, esse personagem atende pelo nome de Starbuck.

No meio de dinossauros, acontecimentos inexplicáveis, tensão e uma família tentando entender onde foi parar, lá está ele: o cachorro da família Platt, fazendo a gente se apegar em pouquíssimo tempo e, em alguns momentos, ficar mais preocupado com ele do que com os próprios humanos, rsrs.

Quem ama cachorro provavelmente vai entender perfeitamente.

Porque basta colocar um doguinho em uma história com algum tipo de perigo para nascer aquela preocupação automática:

“Tá, mas alguém está cuidando do cachorro?”

Com Starbuck não foi diferente.

E quanto mais fui descobrindo sobre ele, mais achei que essa história merecia ganhar um espacinho só dela por aqui no Cantinho Pet.

Até porque existe uma curiosidade muito legal por trás daquele focinho:

Starbuck não foi interpretado por apenas um cachorro. Foram dois.

Buzz e Brisket, os dois cachorros por trás de Starbuck

Quem dá vida a Starbuck são Buzz e Brisket, dois cães da raça boiadeiro-australiano, também conhecida como Australian Cattle Dog.

E eu adorei descobrir que cada um acabou contribuindo de uma maneira diferente para construir o personagem que vemos no filme.

Buzz ficou principalmente com os closes e os momentos mais emocionais.

É dele boa parte daqueles olhares que fazem a gente se apegar ao Starbuck sem ele precisar fazer praticamente nada.

Brisket ficou com boa parte da aventura.

Ele participou das cenas que exigiam mais movimento, como momentos na água, subidas e até sequências em que precisava saltar em direção a um dinossauro que só apareceria depois, com os efeitos visuais.

Ou seja, podemos resumir de uma forma bem pouco técnica:

Buzz ficou responsável por derreter o nosso coração.
Brisket ficou responsável por encarar os dinossauros.

Achei uma divisão de tarefas bastante justa. 😂

E o mais interessante é justamente perceber que, enquanto estamos assistindo, não pensamos em dois cachorros.

A gente simplesmente vê Starbuck.

E de onde veio o nome Starbuck?

Confesso que por aqui a associação foi imediata:

Starbuck… Starbucks?

Até achei que o nome pudesse ter alguma relação com a famosa cafeteria, que curiosamente já existia na época em que a história do filme se passa.

Mas não.

Segundo o diretor e roteirista David Robert Mitchell, Starbuck recebeu esse nome em homenagem ao personagem Starbuck, de Battlestar Galactica, série clássica de ficção científica de 1978.

E ainda tem uma coincidência divertida: a própria Starbucks também tirou seu nome de outro Starbuck, personagem do clássico Moby-Dick.

Ou seja, nossa associação com a cafeteria estava errada… mas nem tanto assim, rsrs.

E, convenhamos, para um cachorro envolvido em uma aventura com dinossauros e acontecimentos inexplicáveis, uma homenagem à ficção científica até que combina bastante.

Anne Hathaway também caiu nos encantos da dupla

Anne Hathaway e Starbuck, cachorro do filme O Fim da Rua

Anne Hathaway também parece ter se apaixonado pelos dois.

Durante a divulgação de O Fim da Rua, ela chegou a chamar Starbuck de “herói indiscutível” do filme e comentou um pouco sobre as diferenças entre Buzz e Brisket.

Buzz, segundo ela, tem aquele rosto muito cinematográfico, perfeito para os momentos mais próximos e emocionais.

Brisket, por outro lado, tinha a energia e as habilidades necessárias para as cenas mais movimentadas.

Mas a conversa sobre Starbuck acabou levando Anne Hathaway a outro assunto que quem ama animais provavelmente entende muito bem:

o medo de que alguma coisa aconteça com o cachorro durante o filme.

A atriz contou que viu muita gente preocupada com o destino dele e brincou que filmes em que cachorros morrem deveriam receber automaticamente classificação R nos Estados Unidos, uma classificação mais restritiva para menores.

Não é exatamente a mesma coisa que a nossa classificação de 18 anos, mas acho que todo mundo entendeu perfeitamente o espírito da declaração.

Porque pode ter dinossauro.

Pode ter perseguição.

Pode estar acontecendo uma coisa completamente absurda na tela.

Mas, se o cachorro entrou naquela situação, a preocupação muda na hora:

“Cadê o cachorro?”

E Anne Hathaway colocou parte da culpa em John Wick

E foi aí que ela fez uma comparação que achei perfeita.

Anne citou John Wick como uma das possíveis razões para esse pequeno trauma coletivo envolvendo cachorros no cinema.

Quem assistiu ao primeiro filme provavelmente sabe exatamente do que ela está falando.

John recebe a pequena Daisy, uma filhote deixada por sua esposa antes de morrer.

E Daisy não representa apenas um cachorro.

Ela chega justamente quando ele está vivendo um luto profundo e funciona como uma espécie de último presente, uma companhia deixada por alguém que sabia o quanto ele ficaria sozinho.

Então acontece aquela cena.

Quem assistiu nem precisa que eu descreva muito.

Daisy é morta durante a invasão da casa de John, e aquele momento acaba sendo um dos grandes gatilhos para tudo o que vem depois.

E justamente por saber o que aquela cachorrinha representava, a cena ficou tão marcada.

E talvez Anne Hathaway tenha razão.

Depois de John Wick, quando aparece um cachorro muito fofo em um filme de ação, existe quase um pequeno diálogo interno:

“Ai, que coisa mais linda.”

Cinco minutos depois:

“Diretor, eu estou de olho em você.”

Por que a gente fica tão preocupado com os cachorros?

Fiquei pensando nisso depois.

Por que conseguimos assistir aos personagens humanos entrando nas situações mais absurdas, mas basta colocar um cachorro correndo perigo para o nosso nível de tensão mudar completamente?

Talvez porque exista uma inocência muito particular nos animais dentro dessas histórias.

Os personagens humanos entendem que alguma coisa está acontecendo.

Eles tomam decisões, tentam fugir, lutam, fazem escolhas.

O cachorro não sabe que existe um vilão, um dinossauro ou qualquer ameaça inexplicável chegando.

Para ele, aquelas pessoas são simplesmente a família dele.

E acho que é justamente aí que nasce aquela vontade quase automática de protegê-lo.

Starbuck desperta muito isso.

Ele traz carinho, humor e leveza para O Fim da Rua, mas também faz a gente realmente se importar com o que acontece com ele.

Quando percebemos, já estamos acompanhando cada aparição daquele cachorro como se ele também fosse um dos protagonistas.

Talvez Anne Hathaway não tenha exagerado tanto assim quando o chamou de herói.

Buzz, Brisket e um personagem que conquistou a gente

Buzz e Brisket, cães que interpretam Starbuck em O Fim da Rua

Em uma história cheia de dinossauros, mistérios e acontecimentos completamente improváveis, talvez uma das coisas mais fáceis de acreditar seja justamente esta:

um cachorro não precisa dizer uma única palavra para conquistar a gente.

Por aqui, Buzz, Brisket e Starbuck já ganharam oficialmente o espaço deles no Cantinho Pet. 🐾❤️

Agora quero saber:

você também consegue assistir tranquilamente a um monte de coisa acontecendo com os personagens, mas começa a ficar desesperado no segundo em que o cachorro corre perigo?

Porque talvez John Wick realmente tenha deixado algumas sequelas no público. 😂

Fontes consultadas: Ingresso.com e Entertainment Weekly.

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Retrato de Bruna Souza

escrito por

Bruna Souza

Sou a Bruna, autora do Cantinho de Acolher. Escrevo sobre filmes, séries, receitas, bem-estar, casa, maternidade, música e reflexões da vida real. Um espaço para acolher, inspirar e compartilhar conteúdos leves, afetivos e cheios de significado, conforto e cuidado para o dia a dia.

Respira. Você não precisa dar conta de tudo hoje.

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