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Quando as mãos ajudam a desacelerar: o que são fidget toys e por que a gente gosta tanto deles

Quatro fidget toys sensoriais sobre uma mesa: Pop Relax, Slime Ball, Orbi Flow e Cubo Infinito
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Tem dias em que a cabeça está em dez lugares ao mesmo tempo.

Você senta para trabalhar, assistir alguma coisa ou só descansar, e as mãos ficam procurando serviço. Giram a caneta. Batem os dedos na mesa. Apertam qualquer coisa que encontram pela frente.

Faz um teste: o que as suas mãos estão fazendo agora, enquanto você lê isso?

Foi olhando para esse movimento quase automático que comecei a prestar atenção nos fidget toys, os chamados brinquedos sensoriais.

E cheguei a uma conclusão simples: talvez, às vezes, as mãos estejam pedindo uma coisa que a cabeça ainda nem sabe nomear.

Afinal, o que são fidget toys?

São objetos pequenos feitos para serem manipulados com as mãos.

Eles giram, dobram, abrem, fecham, apertam, deslizam e permitem repetir o movimento quantas vezes quiser.

É a caneta da reunião, só que desenhada para ser gostosa de pegar.

Por que mexer as mãos faz tanta diferença?

Nem sempre dá para decidir: “agora eu vou relaxar”.

Você finalmente senta, e o corpo continua inquieto.

Quando as mãos têm alguma coisa para fazer, a atenção pode se voltar para aquele movimento. Os olhos acompanham, os dedos repetem e, por alguns instantes, o excesso de pensamentos pode baixar um pouquinho.

Tem gente que só percebe isso quando experimenta.

Sente que consegue ficar mais presente, menos inquieta ou simplesmente mais confortável com as mãos ocupadas.

Claro que cada pessoa funciona de um jeito. O que é relaxante para uma pode não fazer diferença nenhuma para outra.

E talvez seja justamente aí que esteja a graça: experimentar e descobrir qual sensação funciona melhor para você.

Onde isso pode entrar no dia a dia?

Em muito mais momentos do que parece.

  • Na reunião longa: ter algo pequeno nas mãos pode ser uma alternativa para quem costuma girar caneta, mexer nos dedos ou pegar o celular sem perceber.
  • No estudo e na leitura: algumas pessoas gostam de ter um movimento discreto enquanto permanecem concentradas no que estão fazendo.
  • Na sala de aula: para algumas crianças e adolescentes, ter algo pequeno para manipular pode ser agradável. Vale sempre combinar com a escola e escolher uma peça que seja companhia, e não distração.
  • Em momentos de inquietação: muita gente gosta de direcionar aquela vontade de mexer, apertar ou movimentar alguma coisa para um objeto próprio para isso.
  • Na espera: consultório, fila, viagem ou aquela hora em que o tempo parece simplesmente não passar.

Para quem convive com ansiedade, TDAH ou alguma outra condição, produtos sensoriais também podem aparecer na rotina, mas não substituem orientação ou acompanhamento profissional quando ele é necessário.

A ciência ainda estuda os efeitos dos fidget toys e os resultados variam bastante de pessoa para pessoa.

Por isso, talvez o melhor jeito de descobrir se você gosta seja o mais simples: experimentar.

Uma pausa que não vem com tela

Essa é a parte de que mais gosto.

Quando queremos descansar, pegamos o celular.

Quando bate o tédio, celular.

Quando estamos esperando qualquer coisa, celular de novo.

E, quando percebemos, aquilo que seria uma pausa virou mais informação entrando na cabeça.

O objeto sensorial não tem aplicativo, bateria nem notificação.

Fica na mesa, ao lado do sofá, na bolsa ou naquele cantinho onde você costuma passar mais tempo.

É pegar e mexer.

Só isso.

E talvez justamente por isso seja tão gostoso.

Isso é só coisa de criança?

Não.

A palavra “toy” pode dar essa impressão, mas muitos adultos também gostam desse tipo de objeto.

No trabalho, no estudo, na leitura, em uma viagem ou simplesmente vendo uma série no sofá.

Alguns modelos, inclusive, têm um design bonito e discreto, que fica bem em uma mesa de escritório, escrivaninha ou cantinho de leitura sem aquela aparência de brinquedo infantil.

Não existe idade certa para gostar de uma sensação boa nas mãos.

Qual deles vai parar na sua mão?

Cada pessoa relaxa de um jeito.

Tem quem goste de apertar.

Quem prefira dobrar.

Quem goste de movimentos que não acabam.

E quem fique alguns minutos simplesmente observando uma peça girar ou se transformar.

Foi também pensando nessas pequenas formas de trazer mais leveza para o dia a dia que a Criandê nasceu por aqui.

Criamos a marca com muito carinho (contei como tudo começou neste artigo), usando a impressão 3D para transformar ideias em objetos úteis, criativos e gostosos de ter por perto. E, quando começamos a olhar com mais atenção para o universo do bem-estar sensorial, esses produtos fizeram muito sentido para a gente.

São peças simples, mas cada uma oferece um movimento e uma experiência diferente.

Por isso, quis trazer aqui os quatro modelos sensoriais que temos hoje:

  • Pop Relax: sabe aquela sensação gostosa de estourar plástico-bolha? Aqui são 9 pontos que você aperta e pode repetir de novo e de novo, sem nunca acabar a cartela.
  • Cubo Infinito: blocos articulados que você dobra, vira e continua movimentando. Quando termina uma sequência, é só recomeçar. Fechado, tem cerca de 5 cm e é fácil de levar na bolsa, mochila ou até no bolso.
  • Orbi Flow Gear Ball: engrenagens que se abrem como uma flor e depois voltam a fechar. Tem o toque, o movimento e também aquele prazer de acompanhar a peça se transformando nas mãos.
  • Slime Ball: e já adianto uma curiosidade sobre o nome: ela não tem slime. Nem gel, nem líquido. É uma espiral que desliza e se movimenta entre as mãos de forma contínua, criando uma experiência completamente diferente dos outros modelos.

E se eu não souber qual escolher?

Foi exatamente por isso que montamos o Kit Zen, reunindo os quatro modelos.

Porque tem dia em que você quer apertar.

Em outro, dobrar.

Em outro, ficar observando o movimento.

E às vezes o preferido acaba sendo justamente aquele que você nem imaginava.

Também pode ser uma ideia diferente de presente para aquela pessoa que vive balançando a perna, girando a caneta, mexendo nos dedos ou pegando qualquer objeto que encontra pela frente.

Pequenas pausas também são cuidado

Nem todo bem-estar precisa de um ritual elaborado.

Às vezes é uma vela acesa.

Um café sem pressa.

Cinco minutos sentada.

Ou simplesmente deixar as mãos ocupadas enquanto a cabeça desacelera um pouquinho.

A cabeça pode continuar em dez lugares.

Mas, de vez em quando, as mãos podem ficar em um só.

E você?

É do tipo que gira caneta, balança a perna ou aperta tudo o que encontra?

Me conta nos comentários. 🤍

Quer descobrir qual movimento combina mais com as suas mãos?

Conhecer a linha sensorial da Criandê

Fidget toys no dia a dia: trabalho, estudo, pausa e espera

Imagem ilustrativa: Criandê

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Retrato de Bruna Souza

escrito por

Bruna Souza

Sou a Bruna, autora do Cantinho de Acolher. Escrevo sobre filmes, séries, receitas, bem-estar, casa, maternidade, música e reflexões da vida real. Um espaço para acolher, inspirar e compartilhar conteúdos leves, afetivos e cheios de significado, conforto e cuidado para o dia a dia.

Respira. Você não precisa dar conta de tudo hoje.

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