Patrick Jane: manual de sobrevivência para trabalhar com O Mentalista
Se eu trabalhasse no CBI, acho que a primeira coisa que faria seria comprar um bom estoque de chá.
A segunda seria perguntar à Lisbon como ela conseguiu manter a paciência durante tantos anos. Rsrs
Porque vamos combinar: Patrick Jane é maravilhoso de assistir, mas imagina ter que trabalhar com ele todos os dias!
O homem desaparece no meio das investigações, inventa planos que não explica para ninguém, provoca os suspeitos e ainda consegue fazer tudo isso com aquele sorrisinho de quem não está nem um pouco preocupado.
E o pior? Geralmente está certo!
A personalidade de Patrick Jane daria um manual inteiro.
Depois de tantas temporadas de O Mentalista, percebi que algumas atitudes dele já viraram praticamente parte da rotina da série.
Então resolvi fazer uma brincadeira: se existisse um manual para sobreviver a um dia de trabalho com Patrick Jane, provavelmente seria mais ou menos assim.
E pode continuar lendo sem medo: nada de spoilers do final!
1. Se Jane disser que tem um plano, avise a Lisbon
Essa deveria ser a primeira regra do CBI.
Porque, quando Patrick Jane diz que tem um plano, ninguém sabe exatamente o que vai acontecer.
Pode envolver um suspeito, uma mentira muito bem contada, uma encenação absurda ou uma situação em que todo mundo precisa fingir que sabe o que está fazendo.
Jane, naturalmente, não explica quase nada.
Só pede que confiem nele.
E Lisbon fica com aquela expressão maravilhosa de quem está pensando: lá vamos nós outra vez!

O mais engraçado é que ele fala com tanta segurança que dá até vontade de acreditar.
Eu só gostaria de receber um pouquinho mais de informação antes de participar da confusão!
2. Se ele disser que já sabe quem foi, não espere explicações
Jane tem um talento especial para descobrir o culpado e continuar agindo como se nada tivesse acontecido.
A equipe ainda está reunindo provas, interrogando testemunhas, consultando informações…
E ele já está sorrindo.
Só que contar o que descobriu seria simples demais para o Jane.
Ele prefere preparar o terreno, fazer o suspeito cair em contradição e, se possível, organizar uma pequena apresentação para revelar tudo.
O crime é sério, mas Patrick Jane parece não resistir a um bom espetáculo.
E a gente fica ali, tentando adivinhar o que se passa naquela cabeça!
Quem conhece a personalidade de Patrick Jane sabe que sossego não faz parte do pacote.
3. Se alguém disser que é médium, prepare-se para a discussão
Essa é praticamente uma garantia.
Pode aparecer alguém dizendo que fala com espíritos, prevê o futuro ou consegue ler pensamentos.
Jane não vai deixar passar!
E o mais engraçado é lembrar que ele próprio já trabalhou fingindo possuir habilidades sobrenaturais.
Agora faz questão de desmontar os truques dos outros.
Basta alguém mencionar poderes mediúnicos para Jane encontrar um motivo para começar uma discussão.
E não adianta insistir. Nesse assunto, ele não muda de opinião!
4. Nunca subestime a importância de uma xícara de chá
Imagina a situação.
A equipe chega para investigar um assassinato. Todo mundo preocupado, policiais circulando, testemunhas nervosas…
E Jane?
“Tem chá?”
Eu acho essa naturalidade uma das coisas mais engraçadas dele.
Não importa se está na casa de um suspeito ou no escritório. Sempre parece existir tempo para preparar uma xícara.
O hábito é tão marcante que já escrevi um artigo inteiro sobre isso aqui no Cantinho:
Por que Patrick Jane está sempre tomando chá em O Mentalista?
Aliás, começo a achar que o verdadeiro equipamento de trabalho de Jane não é o crachá do CBI.
É a chaleira!
5. Se Jane desaparecer, procure primeiro no sofá
Essa é outra regra que deveria estar no manual.
Enquanto a equipe está ocupada com a investigação, Jane pode estar tranquilamente acomodado no sofá, descansando ou observando alguma coisa que só ele percebeu.
E aquele sofá do CBI já virou praticamente seu endereço fixo!

O mais engraçado é que ele consegue parecer completamente desligado do que está acontecendo ao redor.
Mas basta alguém falar alguma coisa para percebermos que estava prestando atenção o tempo todo.
E quando as investigações acontecem perto do mar?
Aí parece que ele aproveita para misturar trabalho e lazer.
A equipe procurando pistas e Jane curtindo a paisagem!

Não sei como consegue, mas até trabalhando ele parece estar de folga.
6. Se o suspeito sair correndo, Jane provavelmente não vai atrás
Essa merece entrar no manual!
Porque Patrick Jane pode ser corajoso para provocar um assassino, entrar em situações perigosas e inventar planos mirabolantes.
Mas correr atrás de suspeitos? Aí a conversa muda!
Ele aponta, avisa, chama a equipe…
E alguém precisa fazer a parte física do trabalho.

E tem mais: quando começam os tiros ou surge alguma situação muito perigosa, Jane não tem vergonha nenhuma de se proteger.
Eu acho isso hilário!
Nada daquela pose de herói de filme de ação que enfrenta tudo sem se abaixar.
Jane pode até gostar de correr riscos, mas não faz questão nenhuma de levar um tiro para provar coragem.
E, pensando bem, nesse ponto eu concordo com ele!
7. Não confunda aquele sorriso com simpatia
Claro que Patrick Jane é simpático.
Mas nem sempre aquele sorriso significa exatamente o que parece.
Às vezes, ele está sendo gentil. Em outras, acabou de perceber que alguém está mentindo.
E tem os momentos em que faz uma pergunta aparentemente inocente só para ver como a pessoa vai reagir.
Sabe aquele sorrisinho de canto?
Pois é. Quando ele aparece, pode apostar que Jane já descobriu alguma coisa.
Eu sempre fui bastante observadora, mas depois de tantas temporadas com ele já estou quase fazendo uma graduação nisso!
Só falta conseguir descobrir o culpado antes dele.
O que, convenhamos, não está nada fácil.
8. Se Lisbon estiver perdendo a paciência, provavelmente Jane está se divertindo
Acho que não existe alguém mais preparado para trabalhar com Patrick Jane do que Teresa Lisbon.
Ela tenta manter a investigação organizada, seguir as regras e impedir que ele arrume problemas.
Jane, por outro lado, parece considerar algumas regras meras sugestões.
E os dois ficam nessa.
Uma das coisas que mais gosto é como conseguem se entender mesmo sendo tão diferentes.
Lisbon reclama, Jane sorri, ela revira os olhos…
E ainda temos aqueles chamados que todo fã reconhece:
“Lisbon!”
“Jane!”
Quase consigo ouvir a voz dos dois só de ler. Rsrs
É tão característico que às vezes parece que uma investigação não está completa enquanto um não precisa sair procurando o outro!
Se a Lisbon recebesse um adicional por cada plano maluco de Patrick Jane, provavelmente já estaria aposentada.
E aí, sobreviveria a um dia trabalhando com Patrick Jane?
Depois de escrever esse manual, cheguei à conclusão de que eu provavelmente precisaria de bastante paciência, uma boa quantidade de chá e disposição para participar de planos que ninguém explica direito.
Porque trabalhar com Jane deve ser uma experiência e tanto!
Com a personalidade de Patrick Jane, sobreviver a um dia de trabalho já seria uma conquista.
No escritório, ele me daria dor de cabeça. Na tela, me dá vontade de assistir a mais um episódio.
E pensar que ainda tem gente que acredita quando ele diz simplesmente: “Confie em mim!”
Eu, sinceramente, já pediria mais informações antes de aceitar qualquer coisa. Rsrs
Se você também gosta de O Mentalista, já compartilhei aqui no Cantinho minhas primeiras impressões sobre a série e preparei outro artigo com 12 curiosidades sobre Patrick Jane, o elenco e os bastidores.
Mas agora quero saber uma coisa:
Você sobreviveria a um dia trabalhando com Patrick Jane ou pediria transferência antes do almoço?
Eu acho que tentaria aguentar pelo menos até a hora do chá!




