Filamento para impressão 3D: a qualidade começa na escolha do material
Nossa experiência na Criandê e o que aprendemos sobre a importância de escolher bem o filamento para impressão 3D, a matéria-prima dos nossos produtos.
Quando começamos a Criandê, a nossa principal prioridade foi criar produtos com carinho, atenção aos detalhes e, acima de tudo, qualidade.
Gostamos de escolher as cores, acompanhar as impressões e conferir o acabamento de cada peça antes de enviá-la. Afinal, não adianta criar algo bonito se a qualidade não acompanha.
E, nesse universo, existe algo fundamental: o filamento é justamente a matéria-prima que se transforma no produto que chega até o cliente.
Desde o início, fomos conhecendo marcas, experimentando acabamentos e descobrindo materiais. Mas recentemente passamos por uma situação tão desgastante que resolvi compartilhar nossa experiência por aqui.
Porque, quando um filamento começa a apresentar problemas, as consequências podem ir muito além de uma peça perdida.
Tudo começou com um filamento dourado…
Uma das cores que mais gostávamos de utilizar na Criandê era o PLA dourado da National 3D, em um tom de ouro envelhecido, mais puxado para o bronze.
É uma cor linda, discreta e perfeita para algumas das nossas peças decorativas.
Já havíamos utilizado esse filamento diversas vezes, sem dificuldades. Até que, durante a produção de alguns produtos, começaram a aparecer falhas que não eram comuns.
Primeiro, algumas peças saíram com defeitos. Depois, o filamento começou a travar, sem conseguir avançar ou retornar. Em determinadas tentativas, chegava até o bico da impressora, mas nenhum material era extrudado.
Para quem está começando, a extrusão é o processo em que a impressora aquece e empurra o filamento pelo bico, formando as camadas da peça.
Temos duas impressoras Bambu Lab P2S Combo, adquiridas recentemente para atender à produção da Criandê.
Quando a primeira apresentou dificuldades, imaginamos que pudesse ser alguma obstrução. Mas a preocupação aumentou quando a segunda máquina, que funcionava normalmente, também apresentou falhas semelhantes ao utilizar o mesmo filamento.
Testamos dois carretéis diferentes do dourado, inclusive um novo, recém-aberto, mas o problema persistiu.
Também retiramos uma boa parte do filamento para verificar se estava quebradiço. Fizemos aquele teste simples de dobrar o material, e ele continuava flexível, sem quebrar. Conferimos as configurações, verificamos possíveis obstruções e fizemos várias tentativas, mas nada resolvia.
E o mais frustrante é que já tínhamos utilizado aquela mesma cor tantas outras vezes, sem dificuldade alguma!
E o problema não ficou só no dourado!
O que realmente nos deixou preocupados foi perceber que as dificuldades estavam se repetindo com outro material da National 3D.
Dessa vez, com um filamento PLA branco.
Enquanto tentávamos imprimir com o branco da National 3D e continuávamos enfrentando falhas de alimentação e extrusão, utilizamos um filamento branco de outra fabricante na segunda impressora, e a impressão ocorreu normalmente.
Ou seja, já não estávamos falando apenas de um único carretel ou de uma cor específica.
Essa comparação chamou bastante nossa atenção, porque continuamos utilizando filamentos de outras marcas nas mesmas impressoras, sem enfrentar aquele padrão de travamentos.
Não temos um laudo técnico que comprove a origem exata dessas falhas, mas nossa experiência com os filamentos da National 3D tem sido bastante problemática.
Sabemos que dificuldades na extrusão podem ter diferentes causas. Ainda temos alguns carretéis da marca em estoque e seguimos utilizando esses materiais, mas, diante de tantas ocorrências, já decidimos que não pretendemos continuar comprando seus filamentos quando esse estoque terminar.
Quando um problema com o filamento afeta toda a produção
E aqui vem uma das partes mais frustrantes dessa história.
Não perdemos apenas algumas impressões. Tivemos peças descartadas, desperdício de material, atrasos nas encomendas e até a necessidade de substituir um bico durante todo esse processo.
Sem contar as horas tentando descobrir a causa dos travamentos.
Em uma dessas noites, já passava de uma da manhã e o João continuava tentando fazer a impressora voltar a funcionar. Enquanto isso, a outra máquina seguia produzindo, mas os pedidos não paravam de acumular.
Foi uma madrugada daquelas!
E tinha outro detalhe: cada tentativa de resolver o problema também gerava desperdício, porque muitas vezes precisávamos retirar o filamento do sistema.
Uma impressora parada não representa apenas uma máquina sem funcionar. São pedidos atrasados, material perdido e horas de trabalho que não voltam.
Foi nessa situação que percebemos ainda mais como a escolha da matéria-prima pode influenciar toda a produção.
Por que a qualidade do filamento faz tanta diferença?
Quando pesquisamos filamentos para impressão 3D, é natural comparar preços, cores e acabamentos. Mas o desempenho do material precisa ter um peso igualmente importante.
A National 3D, por exemplo, é uma marca conhecida no mercado. Não escolhemos seus produtos por serem simplesmente mais baratos ou por desconhecermos outras opções. Já tínhamos utilizado filamentos da fabricante anteriormente e gostávamos bastante de algumas tonalidades.
Por isso, foi ainda mais frustrante enfrentar tantas dificuldades agora.
Desde o início da Criandê, temos muito cuidado com os materiais que escolhemos. Queremos entregar peças bonitas, bem-acabadas e que atendam ao padrão que estabelecemos para nossos produtos.
E foi nessa experiência que percebemos como o rendimento do filamento também pesa na produção.
Quando precisamos descartar peças ou interromper impressões constantemente, não perdemos apenas material. Perdemos tempo, produtividade e parte da nossa margem de lucro.
Por isso, às vezes vale mais investir um pouco a mais em um filamento que já conhecemos e que apresenta resultados consistentes.
O melhor custo-benefício não está necessariamente no carretel mais barato, mas naquele que permite produzir bem, com menos perdas e retrabalho.
5 cuidados na hora de escolher um filamento para impressão 3D
Depois de tudo o que aconteceu, alguns cuidados ganharam ainda mais importância por aqui.
1. Pesquise a marca antes de comprar.
Procure avaliações de outros usuários, principalmente de quem utiliza impressoras semelhantes à sua. Além da cor e do acabamento, observe comentários sobre a regularidade do material durante a impressão.
2. Confira as configurações recomendadas.
Temperatura, velocidade e fluxo precisam estar adequados ao filamento. Mesmo dentro da categoria PLA, diferentes marcas e linhas podem exigir ajustes específicos.
3. Teste antes de comprar grandes quantidades.
Encontrou uma cor interessante? Comece com um carretel e observe como ele se comporta em diferentes peças. Principalmente se pretende utilizar aquele material em produtos que serão vendidos.
4. Não ignore falhas repetidas.
Uma impressão defeituosa pode acontecer por vários motivos, incluindo umidade, dificuldades de alimentação ou obstruções. Mas, quando os travamentos se repetem, vale interromper os testes e investigar a causa antes de insistir.
5. Guarde as informações do material.
Marca, lote, data da compra e configurações utilizadas podem ajudar bastante caso seja necessário procurar o fabricante ou a assistência técnica.
São cuidados simples, mas que podem evitar uma boa dor de cabeça!
Quais marcas de filamento utilizamos na Criandê?
Desde que começamos, fomos conhecendo diferentes fabricantes e explorando cores e acabamentos.
Entre as marcas com as quais já tivemos boas experiências estão a Bambu Lab e a eSUN, que utilizamos em nossa produção.
Também pesquisamos outras opções do mercado, como Multfila, Elegoo e Flashforge, dependendo das cores e características que procuramos.
Isso não significa que exista uma marca perfeita ou que um material mais caro nunca possa apresentar problemas.
O que buscamos é um equilíbrio entre preço, acabamento, rendimento e confiabilidade.
Quanto à National 3D, precisamos ser sinceros: nossa experiência recente com os filamentos da marca tem sido muito insatisfatória.
Tivemos dificuldades tanto com o dourado quanto com o branco, enquanto conseguimos produzir normalmente com materiais de outras fabricantes.
É uma pena, porque gostávamos muito de algumas cores da National 3D. Mas, depois de tantos travamentos, desperdícios e transtornos na produção, decidimos não voltar a comprar seus filamentos quando nosso estoque terminar.
Ainda pretendemos entrar em contato diretamente com a fabricante para apresentar o histórico e buscar esclarecimentos. Caso recebamos um posicionamento relevante, atualizaremos este artigo.
O que essa experiência nos ensinou?
Apesar de todos esses contratempos, que fazem parte do processo, temos que ressaltar como é fascinante o universo da impressão 3D.
É muito gostoso acompanhar uma peça tomando forma, camada por camada, e ver uma ideia se transformar em algo que podemos usar ou colocar na decoração de casa.
Vamos continuar conhecendo marcas, testando cores e descobrindo novos materiais. Afinal, essa também é uma das partes mais interessantes de tudo isso!
Mas uma coisa ficou ainda mais clara para nós:
A qualidade de um produto começa muito antes de ele ficar pronto. Começa na escolha da matéria-prima e no cuidado que temos com cada etapa da produção.
Resolvi compartilhar nossa experiência porque sei que muita gente está começando nesse universo e pode ter dúvidas na hora de escolher seus filamentos.
E você, já teve problemas com alguma marca? Quais filamentos têm funcionado melhor na sua impressora?
Conta aqui nos comentários! Vou gostar de conhecer outras experiências e trocar dicas sobre esse universo que estamos construindo na Criandê.




