Filmes e Séries

O filme espacial que assistimos sem muita expectativa… e acabou virando uma memória gostosa em família

Nota do Cantinho de Acolher
9 / 10
Capa do artigo sobre o filme Devoradores de Estrelas - experiência em família no cinema

Tem filmes que impressionam pelos efeitos especiais. Outros pela história. E alguns conseguem algo ainda mais raro: virar uma lembrança afetiva.

Foi exatamente isso que aconteceu com a gente assistindo Project Hail Mary, conhecido no Brasil como Devoradores de Estrelas.

Assistimos em família no Cinépolis do Morumbi Town, na sala Cinepic, depois de vermos o trailer e pensarmos:

“Hmm… parece interessante, vamos nessa!”

Mas sem aquela expectativa gigantesca. Na verdade, fomos mais pela curiosidade mesmo. Aquele clássico sentimento de: “Ou esse filme vai surpreender muito… ou alguém vai acabar cochilando no meio rsrs.”

Felizmente, foi a primeira opção.


Um filme espacial que conseguiu prender adultos e crianças

Aqui em casa nós gostamos muito de filmes sobre espaço. Naves espaciais, astronautas, mistérios do universo… esse tipo de história sempre chama nossa atenção.

Um dos filmes preferidos do meu marido, por exemplo, é Interstellar. E realmente… é um filmão. Mas vamos combinar que Interestelar é aquele tipo de filme que faz você terminar querendo abrir um vídeo no YouTube para entender metade das coisas rsrs. Ele é mais lento, contemplativo e até complexo em alguns momentos — faz a gente pensar bastante sobre tempo, espaço, buracos de minhoca e os mistérios do universo. A famosa cena da onda gigante ainda é uma das que mais me prende até hoje.

Só que Devoradores de Estrelas me surpreendeu positivamente em outro sentido. Ele consegue equilibrar aventura, humor, emoção e ficção científica de uma forma muito mais leve — sem ser aquele filme “parado” que exige esforço o tempo inteiro para acompanhar.

Nossos filhos têm 10 e 12 anos, e os dois ficaram muito envolvidos com a história. Talvez crianças muito pequenas não se conectem tanto, mas para essa faixa etária funcionou muito bem por aqui.


Ryan Gosling praticamente carrega o filme inteiro

O Ryan Gosling está incrível no filme. Grande parte da história acontece com ele praticamente sozinho dentro da nave espacial, e mesmo assim o filme continua interessante o tempo inteiro. Ele consegue transmitir humor, medo, desespero e humanidade de uma forma muito natural.

E conforme a história vai avançando e as memórias dele começam a voltar, a gente vai se envolvendo cada vez mais com a missão e com tudo o que está acontecendo.

Mas o que realmente deu coração ao filme foi outra coisa.


O alienígena “pedra” que fez todo mundo se apegar emocionalmente

O grande destaque da história, pelo menos para a gente, foi a relação dele com o alienígena. E olha… o alienígena parece uma mistura de pedra com aranha. Só isso já seria motivo suficiente para o negócio ficar estranho.

Mas o mais impressionante é justamente isso: o filme consegue fazer a gente se apegar emocionalmente por uma pedra espacial. E quando você percebe, já está preocupado, torcendo e emocionalmente envolvido com uma pedra que faz barulhinhos estranhos. Honestamente? Isso mostra o quanto a história funcionou rsrs.

A amizade que os dois constroem ao longo do filme é divertida, criativa e muito emocionante — e foi exatamente essa conexão que mais prendeu a atenção das crianças.

Minha filha Amanda, de 10 anos, chegou a chorar em uma das cenas. Confesso que eu também fiquei com os olhos marejados. E quando percebemos que a família inteira estava emocionalmente envolvida com um alienígena em formato de pedra… percebemos que o filme tinha acertado em cheio.


Uma ficção científica que emociona sem ficar complicada demais

Uma coisa que gostei muito em Devoradores de Estrelas é que ele não tenta ser excessivamente complexo. Claro que existem conceitos científicos e toda a parte espacial da história, mas o filme consegue explicar as coisas de uma forma acessível — é aquele tipo de ficção científica que faz a gente pensar “e se isso realmente acontecesse?” sem deixar tudo difícil de entender.

O filme mistura aventura, humor, emoção, suspense, amizade, sobrevivência e aquele sentimento bonito de esperança — tudo isso sem ficar cansativo.


Um daqueles filmes que continuam na memória depois

Já faz um tempo que assistimos ao filme — inclusive, acho que ele nem está mais no cinema. Mas sabe quando uma experiência continua viva na memória mesmo depois de meses? Esse filme ficou assim pra gente.

Talvez porque não foi só sobre assistir a uma história. Foi sobre estar junto. Dividir pipoca, risadas, tensão, emoção e aquele silêncio de cinema onde todo mundo está completamente envolvido no que está acontecendo na tela.

Hoje em dia, com tanta correria, celular, vídeos rápidos e distrações o tempo inteiro… experiências assim acabam ficando ainda mais especiais.


Vale assistir em família?

Com certeza — principalmente para famílias que gostam de filmes de aventura, espaço e ficção científica mais emocional.

Não é um filme infantil. Mas também não é um filme pesado. É o tipo de história que consegue agradar adultos e crianças maiores ao mesmo tempo.

E sinceramente? Acho demais quando um filme consegue criar esse tipo de conexão. Porque às vezes a gente acha que está apenas indo ao cinema… e acaba criando uma memória afetiva que fica guardada pra sempre.

Capa do artigo sobre o filme Devoradores de Estrelas com pipoca e clima de cinema em família - Cantinho de Acolher

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Respira. Você não precisa dar conta de tudo hoje.

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