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Curiosidades sobre sorvete: fatos interessantes e o meu sabor preferido

Capa do artigo Curiosidades sobre sorvete, com bolas de chocolate, morango, creme e menta com chocolate em uma sorveteria de estilo retrô.
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Sorvete, para mim, não tem estação.

Claro que combina com calor, praia e aqueles dias em que qualquer coisa gelada parece ainda mais gostosa. Mas vou confessar: eu também adoro tomar sorvete no frio.

Um potinho bem gelado, sofá, coberta e aquele friozinho lá fora? Para mim é uma delícia.

E como 23 de setembro é o Dia Nacional do Sorvete, aproveitei a desculpa perfeita para pesquisar algumas curiosidades sobre ele

Aliás, eu tenho um sabor preferido daqueles que escolho sem pensar duas vezes.

Mas não vou contar agora.

Vou deixar para o final, e quero ver se alguém consegue adivinhar antes. 🍦

Cena aconchegante com tigela de sorvete em ambiente de inverno, mostrando que sorvete combina com toda estação.

Afinal, quem inventou o sorvete?

Essa pergunta não tem uma resposta tão simples.

Muito antes das sorveterias, dos freezers e dos potes no supermercado, diferentes povos já preparavam misturas geladas usando neve ou gelo, frutas, mel e outras bebidas.

Há registros de sobremesas desse tipo na antiga Pérsia e na China, entre outros lugares.

Ou seja, o sorvete não nasceu de uma única receita ou de um único inventor. Ele foi mudando e ganhando novas versões ao longo dos séculos até chegar ao que conhecemos hoje.

E aquela história de Marco Polo?

Talvez você já tenha ouvido que Marco Polo conheceu uma espécie de sorvete na China e levou a receita para a Itália.

A história é ótima.

O problema é que não existem boas evidências de que tenha acontecido exatamente assim.

Sobremesas geladas já eram conhecidas em diferentes culturas muito antes disso. É uma daquelas histórias que foram repetidas tantas vezes que acabaram ganhando cara de verdade.

No Brasil, sorvete já teve hora marcada

Cena de sorveteria retrô com vários sabores de sorvete e referência à época em que o sorvete no Brasil já teve hora marcada.

Essa foi uma das curiosidades que eu mais gostei.

O sorvete começou a aparecer no Rio de Janeiro em 1834, depois da chegada de uma grande carga de gelo trazida de Boston, nos Estados Unidos.

Agora pense na época: nada de freezer ou geladeira.

Conservar aquele gelo era um desafio e, como o sorvete não podia ficar esperando por muito tempo, alguns estabelecimentos chegavam a anunciar o horário em que ele seria servido.

Imagine:

“Corre, está na hora do sorvete!”

Hoje a gente simplesmente abre o freezer quando dá vontade.

Inclusive em pleno inverno, no meu caso.

A casquinha nem sempre esteve ali

Sorvete e casquinha parecem uma dupla inseparável, mas nem sempre foi assim.

Recipientes comestíveis para sobremesas já existiam antes, mas a casquinha ganhou enorme popularidade na Feira Mundial de St. Louis, em 1904, nos Estados Unidos.

Existem diferentes versões sobre quem teve a ideia primeiro, então é difícil apontar um único inventor.

Mas seja quem for, teve uma ideia que definitivamente funcionou.

Porque sorvete na casquinha tem um charme todo especial.

Por que dá aquela dor na testa?

Você dá uma colherada um pouco generosa demais e, segundos depois…

Ai. Minha cabeça.

A famosa “dor do sorvete” acontece quando algo muito frio encosta rapidamente no céu da boca e provoca uma reação nos vasos sanguíneos da região.

É intensa, mas normalmente dura pouco.

A solução seria bem simples: tomar sorvete mais devagar.

O difícil é lembrar disso quando ele está muito bom.

E o que o sal tem a ver com sorvete?

Essa parece estranha, mas tem explicação.

Antigamente, no preparo manual do sorvete, o recipiente com o creme era colocado dentro de outro com gelo e sal.

E não, o sal não ia parar na sobremesa.

Ele ajuda a fazer a mistura de gelo atingir temperaturas ainda mais baixas, facilitando o congelamento do sorvete.

Ou seja: tem um pouquinho de química por trás daquela bola cremosa na casquinha.

Gelato e sorvete são a mesma coisa?

Vários sabores de sorvete em cones, potes e vitrine de gelateria, com chocolate, morango, baunilha, menta com chocolate, pistache e outros sabores.

Não exatamente.

O gelato italiano tradicional geralmente incorpora menos ar durante o preparo e costuma ser servido em uma temperatura um pouco mais alta do que muitos sorvetes tradicionais.

Por isso ele tende a ter uma textura mais densa, macia e cremosa.

Então não é só um jeito italiano e charmoso de falar “sorvete”.

Apesar de que, diante dos dois, eu provavelmente aceitaria qualquer um sem reclamar.

E afinal, qual é o meu sabor preferido?

Chegamos à parte que eu deixei escondida lá no começo.

Chocolate?

Não.

Morango?

Também não.

Meu favorito é menta com chocolate. 💚🍫

E, mais especificamente, o sorvete de menta da La Basque.

Eu gosto tanto que ele já ganhou até um artigo próprio aqui no Cantinho.

Sorvete de menta com chocolate servido em uma tigela, com pedaços de chocolate e folhas de hortelã, representando o meu sabor preferido.

Leia também: Sorvete de Menta La Basque — o meu preferido

Menta com chocolate é engraçado porque costuma dividir opiniões. Tem quem ame e tem quem diga que parece pasta de dente rsrs.

Eu definitivamente faço parte do primeiro grupo.

E talvez essa seja uma das coisas mais gostosas sobre sorvete: cada pessoa tem aquele sabor que escolheria no meio de dezenas de opções.

Às vezes, uma simples bola de sorvete também guarda lembranças, preferências e pequenos momentos felizes.

Agora quero saber:

Qual é o seu sabor preferido?

E mais uma pergunta importante: você também toma sorvete no frio ou só lembra dele quando o calor chega? 🍦

Pessoas reunidas em uma gelateria, conversando e tomando diferentes sabores de sorvete em um ambiente alegre e acolhedor.

Fontes consultadas

Para quem ficou curioso e quiser conhecer um pouquinho mais sobre algumas das histórias que contei por aqui, estas foram algumas das fontes que consultei:

  • Folha de S.Paulo — sobre a chegada do sorvete ao Brasil em 1834 e a época em que ele chegou a ser anunciado com horário para ser servido. Ver a matéria da Folha
  • Smithsonian Institution — sobre a popularização da casquinha de sorvete na Feira Mundial de St. Louis, em 1904. Ver a fonte do Smithsonian
  • Cleveland Clinic — para entender por que sentimos aquela famosa “dor do sorvete” quando tomamos algo muito gelado rápido demais. Ver a explicação da Cleveland Clinic
  • HISTORY — sobre as origens antigas das sobremesas geladas e a famosa história de Marco Polo. Ver o artigo da HISTORY

Consulta realizada para a produção deste artigo.

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Retrato de Bruna Souza

escrito por

Bruna Souza

Sou a Bruna, autora do Cantinho de Acolher. Escrevo sobre filmes, séries, receitas, bem-estar, casa, maternidade, música e reflexões da vida real. Um espaço para acolher, inspirar e compartilhar conteúdos leves, afetivos e cheios de significado, conforto e cuidado para o dia a dia.

Respira. Você não precisa dar conta de tudo hoje.

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