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This Is Us: Série profunda e impactante sobre relações familiares

Capa do artigo sobre This Is Us com álbum de família, fotografias antigas e limonada representando as memórias e a história da família Pearson.
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Por que eu acho que todo mundo deveria assistir a esta série pelo menos uma vez na vida

Eu assisti This Is Us junto com o João, meu marido, há algum tempo, e até hoje ela ocupa um lugar muito especial entre as séries que nós dois mais gostamos.

E olha que já assistimos muita coisa juntos.

Mas This Is Us é diferente.

Tem série que a gente termina, gosta, comenta por alguns dias e depois parte para a próxima. E tem aquelas que, mesmo depois de muito tempo, ainda fazem a gente lembrar de uma cena, de uma conversa e da emoção que sentimos.

Para mim, This Is Us é uma dessas.

Se eu tivesse que recomendar uma série que todo mundo deveria assistir pelo menos uma vez na vida, seria essa.

É uma série que, de alguma forma, toca no coração. É difícil não se identificar com pelo menos um personagem, e não tem como passar pela história da família Pearson sem, em algum momento, acabar pensando na nossa própria família também.

Ela não tem medo de tocar em temas sensíveis e, para mim, esse é um de seus maiores diferenciais.

Enquanto conta a história da família Pearson, This Is Us acaba fazendo a gente olhar também para a nossa própria história.


Opinião sem spoilers sobre This Is Us

Família Pearson reunida em cena de This Is Us, com Jack, Rebecca, Kevin, Kate e Randall.
Imagem: divulgação / NBC – 20th Television

Esta primeira parte do artigo é para quem ainda não assistiu.

Não vou contar acontecimentos importantes nem as reviravoltas que fazem parte da experiência de conhecer a família Pearson pela primeira vez.

This Is Us acompanha Jack e Rebecca e seus três filhos, Kevin, Kate e Randall, em diferentes momentos da vida. Só que a história não segue uma linha reta. Em um episódio estamos acompanhando os filhos já adultos e, pouco depois, voltamos muitos anos para encontrar aquelas mesmas pessoas ainda crianças.

No começo, essa forma de contar a história chama atenção. Depois, a gente percebe que esse é um dos grandes recursos da série.

Porque vemos o adulto antes de conhecer completamente a criança que ele foi.

E, quando voltamos ao passado, certos comportamentos começam a fazer sentido: uma insegurança, uma escolha, um medo, uma mágoa guardada por anos.

Aos poucos, entendemos que ninguém chega à vida adulta sem trazer consigo uma história, uma bagagem da infância.

Mas dizer que This Is Us é apenas uma série sobre família seria simplificar demais.

Ela fala sobre casamento, maternidade e paternidade, irmãos, adoção, sonhos, vícios, envelhecimento, perdas, recomeços e todas aquelas mudanças de rota que a vida vai impondo quando nossos planos encontram a realidade.

Só que fala de tudo isso de um jeito muito humano.


A família Pearson está muito longe de ser uma família perfeita

E ainda bem. É justamente isso que torna a série tão real.

Há amor de sobra naquela casa, mas também existem mágoas. Pais acertam e erram. Irmãos que fariam qualquer coisa uns pelos outros também sabem exatamente onde o outro é mais vulnerável. Casamentos passam por fases em que amar alguém não torna tudo automaticamente mais fácil.

E os filhos crescem carregando lembranças completamente diferentes da mesma infância.

Essa, para mim, é uma das coisas mais verdadeiras de This Is Us.

Dentro de uma mesma família, duas pessoas podem ter vivido a mesma situação e guardado dela histórias totalmente diferentes.

Aquilo que para um pai parecia apenas uma decisão necessária pode ter deixado uma marca enorme em um filho. Uma frase dita sem pensar pode permanecer por anos na memória de quem ouviu. E algo que parecia pequeno na infância pode ajudar a explicar muita coisa na vida adulta.

A série não tenta nos convencer de que uma família que se ama não se machuca. Ela mostra justamente que amor e imperfeição podem existir ao mesmo tempo.

A gente pode amar profundamente alguém e, ainda assim, errar com essa pessoa. Pode ter tido bons pais e carregar feridas da infância. Pode ter sido muito amado e, em determinados momentos, não ter se sentido compreendido.

Isso torna os Pearson muito mais próximos de uma família real do que daquela ideia de família perfeita que às vezes encontramos nas telas.

Jack Pearson e Rebecca Pearson em imagem promocional da série This Is Us.
Imagem: divulgação / NBC – 20th Television

O tempo talvez seja o personagem mais importante de This Is Us

Essa foi uma das coisas que mais me encantaram na série.

As idas e vindas entre passado e presente não existem apenas para criar surpresa. Conforme a história avança, a gente entende que o tempo é parte essencial do que This Is Us quer contar.

Porque nós também somos assim.

Uma conversa de hoje pode ter começado em alguma coisa que aconteceu vinte ou trinta anos atrás. Um medo adulto pode ter raízes muito antigas. Uma lembrança que parecia insignificante pode ganhar outro significado quando a vida muda.

E algumas pessoas continuam presentes em nós mesmo depois de terem ido embora.

Em This Is Us, passado e presente quase nunca estão realmente separados.

É bonito perceber como a série vai mostrando tudo isso sem precisar explicar o tempo inteiro.

A gente simplesmente vai entendendo.


Sim, é uma série que faz chorar. Mas ela é muito mais do que isso

Personagens de This Is Us reunidos – imagem promocional
Divulgação / NBC – 20th Television

Provavelmente você já ouviu alguém definir This Is Us como “aquela série que faz todo mundo chorar”.

E faz mesmo. Tem episódios em que não tem muita escapatória. Já deixa o lencinho separado.

Eu chorei em vários momentos da série.

Mas This Is Us não é apenas uma série que faz chorar. Ela faz a gente sentir muitas coisas.

Existem momentos em que sabe exatamente onde tocar para emocionar e, sim, às vezes faz isso de forma genial.

Mas o que fica não são somente as cenas tristes. São as conversas, as relações, as pequenas escolhas, a forma como algumas pessoas entram na nossa vida e deixam coisas que permanecem para sempre.

São também os erros que só conseguimos enxergar muitos anos depois e, principalmente, aquela sensação de perceber como a vida vai passando enquanto estamos ocupados vivendo.

A série tem humor, romance, comemorações, viagens, aniversários, crianças correndo pela casa, reconciliações e momentos felizes.

This Is Us é uma história sobre a vida acontecendo.


⚠️ A partir daqui, este artigo contém spoilers de This Is Us

Se você ainda pretende assistir e não quer saber dos principais acontecimentos, salve este artigo e volte depois.


Jack Pearson e tudo o que ele representa na série

Durante boa parte do começo da série existe uma pergunta pairando sobre a família Pearson.

Sabemos que Jack não está mais ali no presente. Só ainda não sabemos exatamente o que aconteceu.

Quando finalmente descobrimos sua morte, é devastador. Mas, olhando para a série inteira hoje, percebo que This Is Us nunca foi exatamente uma história sobre a morte de Jack.

É uma história sobre continuar vivendo depois dela.

Sobre Rebecca precisar seguir em frente. Sobre três filhos crescerem carregando uma imagem gigantesca do pai. Sobre Kevin tentar entender quem é, Kate carregar suas culpas e inseguranças e Randall tentar manter as coisas sob controle em um mundo que já mostrou a ele que certas perdas simplesmente não podem ser controladas.

Jack continua presente naquela família durante décadas, muitas vezes como lembrança e como uma grande inspiração. Em outros momentos, quase como uma medida impossível de alcançar.

E gosto muito do fato de a série não deixá-lo preso naquele lugar de homem perfeito.

Com o tempo, conhecemos também seus traumas, seus problemas com o álcool, sua relação difícil com o pai e tudo aquilo que precisou enfrentar para se tornar o homem que queria ser.

Jack não teve um exemplo perfeito para simplesmente repetir. Em muitos momentos, precisou escolher fazer diferente.

E existe uma reflexão muito importante nisso.

Nós não precisamos necessariamente repetir na vida adulta tudo aquilo que vivemos na infância. Às vezes, justamente por sabermos como não queremos ser ou como não queremos fazer alguém se sentir, escolhemos um caminho diferente.

Jack teve suas falhas, mas se tornou um marido amoroso e um pai profundamente presente na vida dos filhos.

Jack e Rebecca segurando um bebê recém-nascido em uma cena delicada de This Is Us.
Imagem: divulgação / NBC – 20th Television

O conselho do Dr. K que carrega a essência de This Is Us

Existe uma conversa logo no começo de This Is Us que ficou muito marcada em mim.

Rebecca esperava trigêmeos, mas um dos bebês não sobrevive ao parto. Jack recebe a notícia enquanto a esposa ainda está desacordada e, naquele momento em que tudo deveria ser felicidade, se vê diante de uma perda enorme.

É então que o Dr. K conversa com ele.

O médico conta que também havia perdido um filho muitos anos antes e fala sobre pegar o limão mais azedo que a vida oferece e tentar transformá-lo em algo parecido com uma limonada.

Pode parecer uma frase simples, mas dentro daquela história ela ganha uma força enorme.

Porque o Dr. K não está dizendo a Jack para esquecer a dor ou fingir que aquela perda deixou de existir. Ele está falando sobre o que fazemos com aquilo que a vida coloca em nossas mãos, mesmo quando não foi o que escolhemos.

E poucas horas depois existe Randall.

Um bebê que havia sido abandonado em um quartel de bombeiros chega justamente àquele hospital e acaba encontrando Jack e Rebecca.

Eles saíram de casa esperando voltar com três bebês.

E voltam com três.

Só não da maneira que haviam imaginado.

Para mim, essa cena diz muito sobre This Is Us. A série nunca tenta mostrar que uma coisa boa simplesmente apaga uma coisa ruim. A perda daquele filho permanece na história de Jack e Rebecca. Randall não veio para substituir ninguém.

Mas, em meio a uma das maiores dores da vida deles, começou também uma história de amor que jamais teria acontecido daquele jeito se tudo tivesse seguido exatamente o plano inicial.

Por essa razão, o conselho do Dr. K é, para mim, um dos momentos mais importantes de toda a série.

Nem sempre temos escolha sobre o limão que a vida coloca nas nossas mãos.
Mas, com o tempo, podemos descobrir o que fazer com ele.

E talvez essa seja uma das ideias que This Is Us carrega do primeiro ao último episódio.

A vida nem sempre segue os nossos planos. Existem perdas que não podem ser desfeitas e acontecimentos para os quais nunca estaremos preparados.

Mas uma dor não precisa apagar tudo o que ainda pode nascer depois dela.


Randall e Beth: uma das relações mais maduras de This Is Us

Beth e Randall em uma cena íntima e carinhosa de This Is Us.
Imagem: divulgação / NBC – 20th Television

Se existe uma relação que merece destaque em This Is Us, para mim é a de Randall e Beth.

Beth entra na história como “a esposa de Randall”, uma personagem que poderia facilmente existir apenas para apoiar o marido enquanto tudo acontece ao redor dele.

Mas ela é muito mais do que isso, e felizmente, a série dá a ela o espaço que merece.

Beth tem personalidade, opiniões, limites, sonhos e uma história própria. Ela ama Randall profundamente, mas amar, para ela, nunca significa concordar com tudo ou simplesmente acompanhar cada decisão dele.

Randall é intenso. Carrega desde pequeno muitas questões relacionadas à adoção, à necessidade de ser perfeito, ao medo de decepcionar e à sensação de precisar manter tudo sob controle. Beth conhece esse lado dele como poucas pessoas e está ao seu lado nos momentos mais difíceis, inclusive quando as crises de ansiedade aparecem.

Mas ela também sabe dizer quando alguma coisa não está bem.

Ela acolhe, confronta, questiona e, muitas vezes, é quem ajuda Randall a colocar os pés novamente no chão.

Beth não existe apenas para completar Randall. Ela caminha ao lado dele sem deixar de ser quem é.

Ao longo da série, vemos Beth sendo esposa, mãe, profissional, filha e mulher. Também vemos seus próprios sonhos sendo adiados, suas frustrações e o momento em que precisa olhar novamente para aquilo que fazia seu coração bater mais forte.

A história dela com a dança é especialmente bonita porque lembra que uma pessoa não deixa de ter sonhos próprios quando constrói uma família.

O casamento deles não é perfeito, mas existe entre os dois uma parceria muito verdadeira.

Não aquela parceria em que um vive em função do outro, mas aquela em que duas pessoas conseguem continuar escolhendo caminhar juntas sem deixar de existir individualmente.

Na história de Randall também existe William, seu pai biológico. Durante muitos anos, Randall carrega a dor de ter sido abandonado e, quando finalmente o encontra, descobre uma história muito mais complexa do que imaginava.

Ele não recupera a infância que não viveu ao lado do pai biológico, mas encontra respostas, conhece melhor suas raízes e compreende um pouco mais de onde veio. E essa relação nunca apaga a importância de Jack e Rebecca em sua vida, apenas acrescenta uma nova parte à sua história.

Mas, entre tantas relações importantes na vida de Randall, Beth permanece ali.

Não como alguém que apenas observa a história dele acontecer, mas como parte essencial dela.


Kevin: quando parecer ter tudo não significa estar bem

Kevin é bonito, famoso, trabalha como ator e tem uma vida que muita gente poderia olhar com inveja.

Só que, por dentro, passa boa parte da série tentando descobrir quem realmente é.

Por trás do humor, da aparência e da necessidade de ser notado existe alguém profundamente inseguro. Alguém que durante muito tempo sente que está vivendo papéis, não apenas na televisão, mas na própria vida.

A morte de Jack deixa nele marcas que demoram para aparecer de verdade. Kevin busca aprovação, se perde no álcool e na dependência, machuca pessoas que ama e também se machuca muito pelo caminho.

No começo da série, parece estar sempre procurando o papel certo para interpretar, e o que ele mais deseja é ser levado a sério.

No final, a sensação é de que finalmente começa a se sentir confortável sendo apenas ele mesmo.

A trajetória de Kevin mostra muito sobre amadurecimento, sobre cair e tentar novamente e, principalmente, sobre parar de procurar no olhar dos outros a resposta para quem somos.


E preciso falar de Miguel

Poucos personagens mudaram tanto aos meus olhos ao longo da série.

No começo, é fácil olhar para Miguel e sentir que ele está ocupando um lugar que pertencia a Jack.

O amor entre Jack e Rebecca foi tão marcante que parece quase errado imaginar qualquer pessoa depois dele.

Só que, conforme os anos passam, a série nos obriga a olhar para Miguel de verdade.

E então percebemos uma coisa importante: ele nunca tentou ser Jack.

Miguel simplesmente amou Rebecca de outro jeito, em outro momento da vida e com outra história.

Quando a doença dela avança, esse amor aparece principalmente no cuidado. Na rotina, na paciência, nos remédios, no cansaço e na presença de todos os dias.

Não é o amor jovem e arrebatador de Jack e Rebecca. É um amor amadurecido, construído depois de perdas e já consciente de que o tempo não é infinito.

Miguel não substitui Jack.

Ele ocupa o lugar que é dele.

Quando finalmente conhecemos melhor sua história, fica até uma sensação de que demoramos demais para enxergá-lo.

E acho que isso também foi intencional.

No fim, Rebecca foi abençoada pelos dois homens que fizeram parte da sua história. Cada um à sua maneira e em fases completamente diferentes da vida, mas ambos a trataram com amor, carinho e respeito.


Kate e Toby também dizem muito sobre a vida real

Kate e Toby em uma cena de This Is Us, representando a relação do casal ao longo da série.
Imagem: divulgação / NBC – 20th Television

Eu sei que a separação dos dois dividiu muita gente.

Também doeu acompanhar.

Nós vimos aquele relacionamento começar, vimos os dois enfrentarem situações muito difíceis, construírem uma família e criarem tantos planos juntos.

Por isso existe algo triste quando percebemos que aquela história não vai terminar do jeito que imaginávamos.

Mas existe também muita verdade ali.

Eles se amaram. Foram importantes um para o outro. Viveram uma história verdadeira.

E, mesmo assim, chegaram a um ponto em que já não conseguiam seguir daquela forma.

Nem toda história de amor que termina foi um erro.
Nem todo relacionamento que não durou para sempre deixou de ter valor.

Às vezes uma pessoa participou de uma parte enorme da nossa vida, mudou quem somos e caminhou conosco durante anos, mesmo que em determinado momento os caminhos sigam para direções diferentes.

É doloroso.

Mas é adulto.

E This Is Us teve coragem de contar isso sem transformar necessariamente alguém em culpado.


E então chegamos a Rebecca

Para mim, poucas histórias da série são tão delicadas quanto acompanhar Rebecca envelhecendo e perdendo suas memórias.

Existe uma crueldade muito particular nisso.

Durante toda a história, ela foi uma espécie de guardiã daquela família. Rebecca lembrava, guardava, contava histórias e conhecia seus filhos de um jeito que só uma mãe conhece.

Carregava as lembranças dos anos em que eles eram pequenos, da casa, de Jack e de tudo o que aquela família havia vivido.

E justamente ela começa a esquecer. Aos poucos. Uma coisa de cada vez.

Por isso “The Train” é um episódio tão bonito e tão impactante.

Rebecca atravessa aquele trem encontrando pessoas que fizeram parte da sua vida. Algumas passaram décadas ao lado dela, outras estiveram ali por menos tempo.

Mas todas deixaram alguma coisa.

É quase como se, enquanto sua memória se desfizesse do lado de fora, aquelas pessoas ainda continuassem guardadas em algum lugar dentro dela.

E então Jack está lá.

Depois de tantos anos, depois de uma vida inteira vivida sem ele, ele está lá.

Aquela cena não precisa de muita explicação.

Quem assistiu sabe.


Só que o último episódio faz uma coisa ainda mais bonita

Depois de seis temporadas cheias de nascimentos, mortes, casamentos, separações, doenças, reencontros e grandes mudanças, This Is Us poderia ter escolhido terminar de maneira grandiosa.

Mas não.

A série volta para um sábado comum da família Pearson.

Jack e Rebecca ainda jovens. Os filhos em casa. Nenhum grande acontecimento.

Nada que, naquele dia, alguém pensasse em guardar como um momento histórico da família.

Eles simplesmente estavam juntos.

E para mim essa foi uma escolha perfeita.

Porque, durante seis temporadas, ficamos esperando pelos grandes momentos: a morte, o casamento, o nascimento, a separação, a doença, as decisões capazes de mudar uma vida.

E no final a série volta o nosso olhar para aquilo que estava acontecendo enquanto ninguém prestava tanta atenção.

A sala de casa. Uma brincadeira. Uma conversa qualquer. Os filhos ainda pequenos. Uma tarde sem nada extraordinário planejado.

A vida é feita também desses momentos que parecem simples enquanto acontecem e que, um dia, podem se tornar grandiosos dentro das nossas lembranças.


Por que This Is Us emociona tanto quem assiste

Elenco principal de This Is Us reunido em imagem promocional da série.
Imagem: divulgação / NBC – 20th Television

A beleza da série está justamente na simplicidade com que ela conta a história de uma família comum, muito unida, mas longe de ser perfeita. Uma família que passa por perdas, conflitos, mudanças e dificuldades e que, apesar de tudo, continua ligada pelo amor.

This Is Us fala sobre laços familiares de um jeito profundo, envolvente e cativante.

Ela passeia entre passado, presente e futuro e faz com que a gente acompanhe não apenas os grandes acontecimentos da vida dos Pearson, mas também aquilo que acontece entre eles.

Assistir à série é quase como abrir um álbum antigo de família.

A cada página, conhecemos melhor aquelas pessoas. Vemos as crianças que foram, os adultos em que se transformaram, as pessoas que amaram, as perdas que carregaram e as marcas que deixaram umas nas outras.

E ela nos faz pensar também na quantidade de coisas importantes que estão acontecendo agora, em dias que parecem completamente comuns.

Uma conversa na cozinha.

Um café juntos.

Uma noite no sofá.

Os filhos dentro de casa.

Uma viagem em família.

Uma tarde em que aparentemente não aconteceu nada demais.

Um dia essas podem ser justamente as lembranças que mais vamos querer guardar.

E acho que, no fundo, This Is Us fala muito sobre isso.

Sobre uma vida que não precisa ser perfeita para ser bonita.

Por isso eu recomendo que todos assistam a This Is Us pelo menos uma vez.

Arte inspirada em This Is Us com família reunida ao pôr do sol e a frase sobre os dias comuns que viram lembranças extraordinárias.

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Retrato de Bruna Souza

escrito por

Bruna Souza

Sou a Bruna, autora do Cantinho de Acolher. Escrevo sobre filmes, séries, receitas, bem-estar, casa, maternidade, música e reflexões da vida real. Um espaço para acolher, inspirar e compartilhar conteúdos leves, afetivos e cheios de significado, conforto e cuidado para o dia a dia.

Respira. Você não precisa dar conta de tudo hoje.

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