Top 10 cafés fáceis de encontrar para valorizar o seu momento do café
Depois que escrevi “Café é tudo igual? O que eu descobri sobre torra, qualidade e cafés especiais”, aconteceu uma coisa engraçada.
Comecei a olhar a prateleira de café do supermercado de outro jeito.
Antes eu via um monte de pacotes.
Agora já fico procurando torra, origem, se é Gourmet, Especial, 100% Arábica… e, no fim, continuo com uma dúvida bastante simples:
“Tá, mas qual eu compro?”
Foi daí que nasceu este segundo artigo.
Desta vez eu não queria procurar cafés superespecíficos, difíceis de encontrar ou feitos para quem já entende muito do assunto.
Queria uma coisa bem mais útil para a vida real:
cafés que a gente consegue encontrar no supermercado ou em mercados maiores e que podem ser interessantes para quem quer sair um pouquinho do café de sempre e valorizar ainda mais esse momento do dia.
E resolvi deixar a brincadeira mais gostosa fazendo uma contagem do 10º ao 1º lugar.
Mas já deixo uma observação importante: esta não é uma classificação técnica do pior para o melhor.
É uma seleção prática, pensando em facilidade para encontrar, perfil do café e naquela vontade de experimentar algo diferente sem precisar virar especialista.
Até chegar ao meu primeiro lugar, que nem é exatamente uma marca.
E você já vai entender por quê. ☕
Uma observação antes de começar: aquela história de que alguns cafés “têm cocô” não é uma forma correta de explicar qualidade. Existem, sim, padrões oficiais para matérias estranhas e impurezas no café, além de fiscalização e recolhimentos quando um produto está fora das normas. No primeiro artigo expliquei esse assunto com mais calma.
10º lugar — Native Premium
Comecei com uma opção relativamente simples de encontrar e que pode ser uma primeira troca interessante para quem normalmente compra cafés tradicionais.
O que eu gosto nessa ideia é justamente não começar por algo muito distante da nossa realidade.
Você não precisa comprar equipamento novo, aprender método diferente nem mudar toda a rotina.
Troca o pacote.
Passa do mesmo jeito que sempre passou.
E começa a prestar atenção.
O cheiro mudou?
O amargor é diferente?
Parece mais suave?
Para quem está dando os primeiros passos, acho um começo bem possível.
9º lugar — Starbucks House Blend
Talvez a primeira coisa que venha à cabeça quando falamos em Starbucks seja a cafeteria, mas encontramos o House Blend torrado e moído em supermercados também.
Ele tem torra média e um perfil associado a notas de cacau e especiarias suaves.
Eu colocaria na lista principalmente para quem tem curiosidade de levar para casa uma experiência um pouco mais próxima daquele universo de cafeteria.
Também acho cacau uma referência interessante para quem está começando a prestar atenção nos sabores porque é algo que conseguimos imaginar com facilidade.
8º lugar — Café do Centro Mogiana Gourmet
Esse talvez passe um pouco mais despercebido na prateleira.
E a palavra Mogiana é justamente uma daquelas que eu provavelmente ignoraria alguns anos atrás.
Hoje já sei que ela está relacionada à região produtora do café.
É uma pequena mudança de olhar.
Em vez de enxergar apenas a marca, começamos a perceber que o café também tem origem.
E achei interessante colocar uma opção assim na lista justamente para começar a despertar essa curiosidade.
7º lugar — Melitta Regiões Brasileiras Cerrado
Aqui entramos em uma marca que praticamente todo mundo conhece.
Mas a linha Regiões Brasileiras tem uma proposta diferente daquele café tradicional que muita gente associa imediatamente à Melitta.
O Cerrado é 100% Arábica, de torra média-clara, e traz referências de caramelo e nozes.
Sinceramente?
Esse é um dos que eu indicaria para quem quer começar sem susto.
Caramelo e nozes me parecem um caminho bem mais fácil para começar a prestar atenção no sabor do que partir direto para cafés florais, cítricos ou muito diferentes.
É aquele pacote que alguns anos atrás eu provavelmente passaria reto.
Hoje já pararia para virar e ler o verso.
6º lugar — L’OR Origens Mogiana
Esse chamou minha atenção porque é exatamente o tipo de café que podemos encontrar no supermercado e nem perceber que existe uma proposta diferente ali.
O L’OR Origens Mogiana é 100% Arábica, Gourmet, com torra mais clara e referências de caramelo.
E essa história da torra me interessa bastante porque foi justamente uma das coisas que mais me surpreenderam no primeiro artigo.
Durante muito tempo eu associei café muito escuro a café melhor.
Hoje já sei que não funciona assim.
Um café menos escuro pode revelar outras características que uma torra muito intensa acaba deixando menos evidentes.
Então talvez esse seja um bom pacote para colocar ao lado do café habitual e perceber a diferença na prática.
5º lugar — Santa Monica Gourmet
Esse me parece especialmente interessante para quem não gosta daquele café extremamente amargo.
O Santa Monica Gourmet tem torra média e um perfil mais voltado para notas achocolatadas e doçura, com amargor menos intenso.
Só isso já chama minha atenção.
Porque durante muito tempo eu também associei amargor à ideia de café forte e, consequentemente, café bom.
Hoje já sei que uma coisa não significa necessariamente a outra.
Para quem gosta de um café mais suave e quer começar a descobrir outros sabores, eu colocaria no radar.
4º lugar — Baggio Bourbon
Aqui existe uma curiosidade importante.
A Baggio possui cafés aromatizados, mas não estou falando deles.
Nesta seleção estou falando especificamente do Baggio Bourbon.
Ele é 100% Arábica e tem um perfil naturalmente mais doce, com referências de chocolate e castanhas.
E gosto dele nesta lista por um motivo que também ajuda quem está começando:
“notas de chocolate” não é a mesma coisa que “café sabor chocolate”.
No primeiro caso, estamos falando de sensações que podem aparecer naturalmente no próprio café.
No segundo, pode existir aromatização.
Essa é uma diferença pequena que eu mesma praticamente nunca observava antes.
Hoje já olho os ingredientes também.
3º lugar — 3 Corações Rituais Chocolate 85+
Esse entrou no meu Top 3 principalmente pela curiosidade.
Se você leu o primeiro artigo, talvez lembre de uma das minhas perguntas:
como um café pode lembrar chocolate se ninguém colocou chocolate nele?
Pois o Rituais Chocolate 85+ é justamente uma opção interessante para fazer esse teste.
Ele é 100% Arábica, de torra média, e tem um perfil com notas de chocolate.
Esse eu definitivamente provaria primeiro sem açúcar.
Não porque agora seja proibido colocar açúcar no café. 😂
É só para conseguir prestar mais atenção no sabor original e tentar descobrir:
“Eu realmente consigo sentir chocolate aqui?”
Talvez sim.
Talvez não.
E acho que essa é justamente a graça.
2º lugar — Orfeu Clássico
O Orfeu Clássico foi uma das marcas que mais apareceram enquanto eu pesquisava cafés de melhor qualidade que ainda fossem relativamente fáceis de encontrar.
Ele é 100% Arábica, de torra média, com uma bebida descrita como equilibrada e aveludada.
Também aparecem referências a chocolate, caramelo e frutas.
Se alguém me perguntasse:
“Quero comprar um café diferente no mercado, mas não faço ideia por onde começar”,
O Orfeu provavelmente estaria entre os primeiros que eu apontaria.
Ele já entra claramente no universo dos cafés especiais, mas sem parecer que precisamos entender vinte termos antes de preparar a primeira xícara.
Acho um ótimo meio do caminho entre:
“quero experimentar algo diferente” e “mas ainda quero reconhecer meu cafezinho ali.”
🥇 1º lugar — um bom café da roça ou direto do produtor
E meu primeiro lugar não vai para uma marca.
Vai para uma experiência.
Um bom café direto do produtor, daquele em que conseguimos saber de onde veio, quem produziu e, de preferência, como foi torrado.
Pode ser de uma pequena fazenda.
De uma torrefação local.
De alguém que produz e vende na própria região.
Aquele que muita gente chama simplesmente de “café da roça”.
Mas aqui faço uma ressalva importante:
Artesanal não significa automaticamente melhor.
Eu procuraria procedência, uma embalagem adequada, identificação do produtor e informações mínimas sobre aquele café.
Não compraria qualquer pó sem identificação apenas porque alguém disse que veio da fazenda.
Para mim, o encanto está justamente no contrário:
saber de onde ele veio.
Pesquisar onde foi produzido.
Descobrir a região.
Entender um pouco da história.
E depois levar para casa e passar no coador.
Tem uma coisa muito especial nisso.
Porque deixa de ser apenas mais um pacote na prateleira.
Passa a ter história.
E acho que isso também ajuda a valorizar o momento do café.
Nosso Top 10 cafés especiais ficou assim:
10º — Native Premium
9º — Starbucks House Blend
8º — Café do Centro Mogiana Gourmet
7º — Melitta Regiões Brasileiras Cerrado
6º — L’OR Origens Mogiana
5º — Santa Monica Gourmet
4º — Baggio Bourbon
3º — 3 Corações Rituais Chocolate 85+
2º — Orfeu Clássico
🥇 1º — um bom café da roça ou direto do produtor, com procedência
Quer experimentar algum desses cafés? ☕
Se algum dos cafés gourmet e especiais da lista chamou sua atenção, deixei um link para você conferir as opções disponíveis na Amazon.
Publicidade • link de afiliada
Conferir cafés gourmet e especiais na Amazon →

Então qual eu escolheria para começar?
Se você chegou até aqui pensando:
“Muito interessante, mas amanhã vou ao mercado. Qual deles eu compro?”
Eu simplificaria bastante.
Quero começar sem mudar muito o meu paladar
Eu olharia primeiro para:
Melitta Regiões Brasileiras Cerrado
ou
L’OR Origens Mogiana
São opções interessantes para começar a perceber diferenças sem partir para algo muito fora do habitual.
Gosto de café mais suave, doce ou achocolatado
Eu procuraria:
Santa Monica Gourmet
Baggio Bourbon
ou
3 Corações Rituais Chocolate 85+
Aqui começam aquelas referências de chocolate, castanhas, caramelo e maior percepção de doçura.
Quero experimentar um café Especial
Eu iria de:
Orfeu Clássico
Talvez seja uma das opções mais simples para começar a descobrir esse universo sem complicar.
Conheço um produtor confiável
Então eu também experimentaria:
Um bom café da região ou direto da fazenda.
Principalmente se puder saber mais sobre a origem e a torra daquele café.
Não precisa comprar dez pacotes.
Nem cinco.
Eu começaria com dois cafés diferentes.
Prepararia da mesma forma.
E compararia.
Só isso já pode mudar bastante a experiência.
O que eu olharia na embalagem hoje
Depois de toda essa pesquisa, não acho que precisamos complicar.
Eu observaria principalmente quatro coisas.
A torra: torras médias podem ser um ponto interessante para quem quer começar a perceber outras características além do tostado e do amargor.
A classificação: Gourmet e Especial podem ser bons caminhos para quem busca uma bebida com perfil diferente dos cafés tradicionais.
A origem: quando aparece região, fazenda ou produtor, já temos uma informação a mais sobre aquele café.
Os ingredientes: principalmente para diferenciar um café puro de uma versão aromatizada.
E só.
Não precisa decorar pontuação.
Nem variedade botânica.
Nem método de processamento.
Se algum dia a curiosidade levar até lá, ótimo.
Mas dá para começar muito antes disso.
Agora falta a parte mais gostosa
No primeiro artigo, eu descobri que café não é tudo igual.
Neste, comecei a descobrir onde procurar quando quero experimentar algo diferente sem precisar virar especialista.
Aprender um pouco mais não precisa tirar a simplicidade do café.
Pode fazer justamente o contrário.
Pode fazer a gente prestar mais atenção.
No cheiro. No sabor. Na pausa. Na companhia.
Naquela primeira xícara que parece inaugurar o dia.
Ou naquele café servido no meio da tarde que faz a conversa durar um pouquinho mais.
Porque valorizar o momento do café se trata justamente disso:
não transformar uma coisa simples em complicada, mas perceber melhor aquilo que já estava ali.
E agora quero saber:
Qual desses cafés você já encontrou no mercado, e qual colocaria no carrinho primeiro?
E se você conhece um bom café da roça ou de algum pequeno produtor, quero saber também. ☕🤎

Quer comparar as opções antes de escolher? ☕
Você pode conferir cafés gourmet e especiais disponíveis na Amazon e comparar preços, tamanhos e versões.
Publicidade • link de afiliada




