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Dia D é o E.T. da nossa geração? Minha opinião sincera sobre o filme de Spielberg

Capa do artigo sobre o filme Dia D, Disclosure Day, de Steven Spielberg, com opinião sincera sobre ficção científica, mistério e emoção.

Assisti Dia D, filme do consagrado diretor Steven Spielberg, no cinema, e essa é uma daquelas histórias que combina com tela grande, com o som potente, a tensão no ar e aquela sensação de mistério tomando conta da sala.

Antes de tudo, essa é uma opinião bem pessoal. Não vou entrar em uma análise técnica de fotografia, montagem ou enquadramento, porque aqui no Cantinho de Acolher eu gosto mesmo é de falar sobre o que o filme despertou em mim. Da experiência. Do que mexeu comigo. Do que me fez sorrir, prender a respiração, ficar encantada e sair do cinema pensando:

“Tá, Spielberg, você ainda sabe brincar com a nossa imaginação.”

E ficou uma pergunta na minha cabeça depois que o filme acabou:

Será que Dia D é uma espécie de E.T. da nossa geração?

Não porque as histórias sejam iguais, porque não são. Mas pela sensação. Pelo encantamento. Pela vontade de olhar para o céu de um jeito diferente.

Filme: Dia D
Título original: Disclosure Day
Direção: Steven Spielberg
Elenco principal: Emily Blunt, Josh O’Connor, Colin Firth, Colman Domingo, Eve Hewson e Wyatt Russell.

E se ainda não assistiu ao filme, pode seguir a leitura tranquilamente, porque não vou dar spoilers.

Cena do filme Dia D, de Steven Spielberg, com Emily Blunt em um momento de tensão e mistério.

Dia D: um filme de ficção científica que ganha força no cinema

Em Dia D, ou Disclosure Day, o mundo entra em pânico quando documentos secretos começam a revelar algo que, até então, muita gente tratava como teoria, segredo ou loucura: a existência de vida extraterrestre.

Enquanto Daniel Kellner, vivido por Josh O’Connor, tenta expor arquivos perigosos, Margaret Fairchild, uma meteorologista interpretada por Emily Blunt, começa a passar por situações inexplicáveis ao vivo na TV. Sons estranhos, comportamentos fora do comum, que começa a gerar tensão entre as pessoas.

Eu estava bem animada para assistir ao filme desde que vi o trailer. Achei a proposta interessante e confesso: quando tem Emily Blunt, eu já vou com o coração mais aberto. Ela é uma das minhas atrizes preferidas.

Lembro de assistir aos filmes de Um Lugar Silencioso e pensar:

“Essa mulher merecia um Oscar só pelo tanto que ela consegue dizer sem precisar falar quase nada.”

E em Dia D, mais uma vez, ela entrega muito.

Cena do filme Dia D, de Steven Spielberg, com personagens principais em um momento de tensão, mistério e revelação.

Uma ficção científica para se entregar à história

Eu gosto de filmes que pedem da gente uma coisa simples, mas que muita gente esquece: se entregar à história. Ficção científica, para mim, não é lugar de assistir com uma prancheta na mão, igual detetive desconfiando de tudo.

Claro que cada um assiste como quiser, mas quando eu sento para ver um filme desse tipo, tento deixar o lado realista de lado para aproveitar o momento.

Porque, se a gente for questionar tudo, perde justamente a parte mais bonita: a fantasia.

E esse filme me trouxe uma sensação de nostalgia muito boa. Em alguns momentos, me lembrei de E.T. – O Extraterrestre, de 1982. Não porque a história seja igual, são bem diferentes. Mas existe ali uma sementinha de encantamento, aquele olhar de criança diante do desconhecido.

Como se Dia D fosse uma espécie de “E.T. para a nossa geração”, só que com a tecnologia, o medo e as perguntas de hoje.

Spielberg, E.T. e os clássicos sobre alienígenas

E não tem como falar disso sem lembrar que Spielberg já visitou esse universo outras vezes, e de formas muito marcantes.

Ele nos fez olhar para o desconhecido com ternura em E.T. – O Extraterrestre, com fascínio em Contatos Imediatos do Terceiro Grau e com medo em Guerra dos Mundos.

Talvez por isso Dia D carregue essa sensação de filme novo, mas com uma memória antiga. Como se ele pegasse um tema que já faz parte da história do diretor e trouxesse para as nossas perguntas de hoje.

Dia D nos faz olhar para o céu com a mesma curiosidade, e sem perder aquele encantamento que Spielberg sabe criar tão bem.

Eu gostei muito do filme. Ele conseguiu me entregar adrenalina, encantamento, ação, emoção e uma pitada de humor muito bem colocada. Não é aquele humor forçado, jogado no meio da história só para aliviar. É um humor que aparece na medida certa, principalmente pela forma como Emily Blunt conduz a personagem Margaret Fairchild.

Ela traz carisma, estranheza, vulnerabilidade e uma simpatia que nos cativa desde o início.

Imagem inspirada em E.T. – O Extraterrestre, filme clássico de Steven Spielberg citado no artigo sobre Dia D e a nostalgia da ficção científica.
Referência a E.T. – O Extraterrestre, clássico de Steven Spielberg lembrado na análise do filme Dia D.

Emily Blunt é o coração de Dia D

Para mim, Emily Blunt foi o pilar da história. Quando ela aparecia, tudo ficava mais interessante. Ela conseguia mudar o clima da cena com um olhar, uma pausa, uma reação. Entregou comédia, drama, medo, doçura e confusão interna de um jeito muito coerente.

Margaret Fairchild é uma personagem que poderia facilmente cair no exagero, mas Emily segura tudo com muita verdade.

O elenco, no geral, funciona muito bem. Os atores têm química, e isso ajuda bastante, porque a história pede que a gente acredite nesse encontro de pessoas comuns — ou quase comuns — no meio de uma situação completamente fora do normal.

Cena do filme Dia D, de Steven Spielberg, com Margaret Fairchild em um momento de mistério e tensão.

Colin Firth, mistério e memória afetiva

E preciso falar dele: Colin Firth, que interpreta Noah Scanlon, o grande antagonista da história.

Eu passei uma parte do filme olhando para ele e pensando:

“Eu conheço esse rosto… conheço essa voz… de onde, meu Deus?”

Até que veio na minha cabeça: Mamma Mia!

Ele é o Harry Bright, um dos possíveis pais da Sophie. Aí pronto, minha mente saiu por dois segundos de alienígenas e foi parar na Grécia, com ABBA tocando ao fundo.

Cinema também é isso, né? Um vilão aparece e o nosso cérebro resolve abrir uma playlist.

Mas voltando: Noah Scanlon é aquele tipo de personagem que incomoda porque acredita que está fazendo o certo. Ele não parece apenas mal por ser mal. Ele tem uma convicção, um medo, uma ideia de controle. E é justamente aí que o filme começa a conversar com questões bem humanas.

Porque sim, Dia D é um filme sobre alienígenas. Ele fala sobre revelação, segredos, documentos, seres de outros planetas e tudo aquilo que mexe com o nosso imaginário.

Em alguns momentos, ele também brinca com fatos reais e teorias sobre situações ocorridas em solo americano, o que deixa a trama com aquele gostinho de:

“E se?”

E esse “e se?” é poderoso.

Dá curiosidade, dá frio na barriga e faz a cabeça viajar.

Eu também gostei da parte fantasiosa da história. Gostei dos efeitos, dos animais, dos sinais, dos sons, da construção desse mundo em que o impossível começa a invadir o cotidiano. Tem algo muito especial em ser transportada para uma fantasia bem contada.

É como abrir uma porta secreta dentro da imaginação.

Cena do filme Dia D, de Steven Spielberg, em um momento de experimento, mistério e tensão.

Alienígenas, fé e as perguntas que ficam

Agora, entrando em um ponto que eu sei que pode dividir opiniões: o filme toca, mesmo que de forma equilibrada, na relação entre fé, Deus e a possibilidade de existir vida em outros planetas.

Eu vou falar com sinceridade, da minha visão pessoal.

Sou cristã, acredito em Deus, e não acho impossível que exista vida em outros planetas. Quando olho para a grandeza do universo, penso: como a criação é imensa. Como tudo é maior do que a nossa cabeça consegue alcançar.

Mesmo com tanta tecnologia, o ser humano ainda não conhece tudo. Nem perto disso.

Então será que Deus fez somente a Terra para ser habitada?

Eu não tenho essa resposta. Na verdade ninguém tem. Mas gosto de imaginar que a imensidão do universo é a revelação da existência e da grandeza de Deus.

Se comprovado que existe vida em outros lugares, seria parte de mais um mistério divino, desses que a gente talvez nunca consiga desvendar por completo.

Cena do filme Dia D, de Steven Spielberg, com clima de mistério, OVNIs e revelação.

A mensagem mais bonita de Dia D

Mas a mensagem que mais me tocou em Dia D não foi sobre alienígenas.

Foi sobre empatia.

E, para mim, essa parece ser uma das grandes intenções do Spielberg aqui. O filme fala sobre como a humanidade está assustada, dividida, desconfiada e, muitas vezes, distante de si mesma.

A pergunta não é só:

“Estamos sozinhos no universo?”

A pergunta também é:

“Por que estamos tão sozinhos uns dos outros?”

Porque no meio de documentos secretos, perseguições, sons estranhos e revelações, o filme encontra espaço para lembrar que o que pode salvar a humanidade não seja a força, nem o controle, nem o medo.

Talvez seja a capacidade de olhar para o outro com mais compaixão. De escutar. De acolher. De entender que o mundo precisa de menos arrogância e mais humanidade.

E isso tem muito a ver com o que eu gosto de trazer aqui para o Cantinho de Acolher: histórias que entretêm, mas também deixam alguma coisa dentro da gente.

O grande mistério de Dia D não está apenas em saber se existe vida fora da Terra, mas em perceber por que, aqui dentro dela, ainda temos tanta dificuldade de acolher uns aos outros.

Uma das partes mais emocionantes acontece no final, e eu não vou contar detalhes, porque prometi não dar spoiler. Mas preciso destacar Courtney Grace, que aparece como jornalista/âncora em uma participação curta, porém muito marcante. Ela foi brilhante.

Às vezes, uma atriz entra por poucos minutos e consegue deixar uma impressão enorme. Foi exatamente isso que senti. A atuação dela foi poderosa.

Minha opinião sincera sobre o filme Dia D

No geral, eu gostei bastante de Dia D. Saí com a sensação de ter assistido a um filme que mistura aventura, mistério, emoção, humor e reflexão.

Não acho que ele responde tudo — inclusive, ficaram algumas lacunas que eu gostaria muito que fossem explicadas. Por isso, já deixo aqui o meu pedido:

Spielberg, faça a parte 2, por favor.

A gente precisa de respostas.

E eu, particularmente, já estou pronta para olhar para o céu de novo.

Dia D me lembrou que bons filmes de ficção não servem apenas para mostrar o impossível. Eles também servem para revelar o que existe de mais humano em nós.

E, nesse ponto, o filme me acolheu.

Curiosidades sobre Dia D, ou Disclosure Day

E antes de fechar esse papo, separei algumas curiosidades sobre Dia D que deixam o filme ainda mais interessante. Porque aqui no Cantinho de Acolher a gente gosta de sair do cinema levando emoção, mas também alguns detalhes para guardar na memória.

Cena de ação do filme Dia D, de Steven Spielberg, com personagens em momento de perseguição e tensão.

1. O filme marca o retorno de Spielberg ao universo dos alienígenas

Essa curiosidade ajuda a entender por que o filme traz tanta sensação de nostalgia. Disclosure Day foi tratado como uma volta de Spielberg ao universo das histórias sobre vida extraterrestre, algo que acompanha a carreira dele desde Contatos Imediatos do Terceiro Grau, passando por E.T. – O Extraterrestre e Guerra dos Mundos.

E talvez seja por isso que eu senti essa memória afetiva assistindo. Não é que o filme copie os antigos. Mas ele carrega um pouco daquele olhar curioso para o céu, como se dissesse:

“Ainda existe muito que a gente não sabe.”

2. O roteiro passou por muitas versões

O roteiro de Disclosure Day foi escrito por David Koepp, a partir de uma ideia original de Spielberg. Koepp já trabalhou com o diretor em filmes como Jurassic Park, O Mundo Perdido, Guerra dos Mundos e Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal.

Também foi divulgado que o roteiro passou por mais de 40 versões até chegar ao resultado final.

Eu acho isso muito interessante, porque às vezes a gente assiste a um filme pronto e esquece o quanto uma história precisa ser lapidada. Nada nasce perfeito. Nem mesmo nas mãos de gigantes do cinema.

3. Emily Blunt fez os sons estranhos da personagem sem usar inteligência artificial

Essa foi uma das curiosidades que eu mais gostei.

Emily Blunt poderia ter usado inteligência artificial para criar os sons diferentes da personagem, mas preferiu construir tudo de forma mais orgânica, com a própria voz. Ela testou cliques, zumbidos, sons graves e ritmos diferentes, depois gravou camadas em estúdio para chegar ao resultado final.

Para mim, isso combina demais com o que senti assistindo ao filme. Mesmo em uma história sobre alienígenas, existe ali uma atriz usando corpo, voz, criatividade e entrega humana para construir algo estranho, bonito e inquietante.

Cena do filme Dia D, de Steven Spielberg, com personagem meteorologista diante do mapa do tempo em um momento de mistério.

4. John Williams voltou para a trilha sonora

A trilha sonora de Disclosure Day ficou novamente nas mãos de John Williams, parceiro histórico de Spielberg. Essa parceria atravessa décadas e inclui trilhas inesquecíveis de filmes como Tubarão, E.T., Jurassic Park, Indiana Jones e A Lista de Schindler.

E talvez isso também ajude a explicar a sensação de grandiosidade e nostalgia que o filme traz. Quando Spielberg e John Williams se encontram, parece que o cinema ganha uma camada a mais de emoção.

5. O filme estreou forte nos cinemas

Outro detalhe interessante é que Disclosure Day teve uma estreia forte nas bilheterias. O filme arrecadou cerca de 92,9 milhões de dólares mundialmente no fim de semana de estreia, incluindo 44 milhões de dólares no mercado doméstico dos Estados Unidos.

Isso mostra que ainda existe espaço para filmes originais de ficção científica levarem o público ao cinema. E eu acho isso ótimo, porque por mais que continuações e franquias tenham seu valor, é muito bom ver uma história nova chamando atenção.

6. A grande mensagem não está só nos alienígenas

Essa não é exatamente uma curiosidade técnica, mas é um detalhe que eu acho bonito observar: por trás da ficção científica, dos documentos secretos e da revelação ao mundo, Dia D parece carregar uma mensagem muito humana.

O filme fala sobre medo, sobre controle, sobre segredos, mas também fala sobre empatia. E isso ao meu ver, é o que fez a história funcionar tão bem.

Porque a gente pode até se impressionar com o desconhecido, mas é a parte humana que fica ecoando depois que o filme acaba.

Imagem do artigo sobre o filme Dia D, Disclosure Day, com reflexão sobre universo, mistério e emoção.

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