Onze anos depois, a caçadora de borboletas alcança voos mais altos
Sobre o tempo que passa, o amor que fica e os aniversários que não precisam ser sempre perfeitos.
Hoje, dia 18 de maio, minha pequena completa 11 anos.
Minha segunda filha.
Aquela gravidez inesperada, de surpresa. Eu ainda estava vivendo os primeiros meses da maternidade com o Davi, que tinha apenas 6 meses, quando descobri que a Amanda estava chegando.
E aquela surpresa tão pequena virou essa mocinha linda, sensível, engraçada e incrível.
Mas hoje eu queria falar menos sobre festa… e mais sobre nós, mães.
Porque cada aniversário dos filhos também mexe um pouco com a gente.
Esse ano, por exemplo, está sendo uma verdadeira montanha-russa por aqui. Muitas lutas, correria intensa, preocupações, um milhão de coisas acontecendo ao mesmo tempo.
E eu confesso: nunca fui daquelas mães que embarcam em gastar uma fortuna em uma festa de algumas horas para agradar um monte de convidados — onde alguns ainda saem reclamando de alguma coisa depois, rsrs.
Sempre gostei mais da ideia de viver algo em família. Uma viagem simples, um final de semana juntos, um passeio gostoso criando memórias com as crianças.
Mas esse ano nem isso foi possível.
E tudo bem.
O que fica de cada aniversário
Porque ao longo desses 11 anos já tivemos comemorações de todos os jeitos. Já teve viagem. Já teve passeio. Já teve festa simples em casa com TNT na mesa, alguns balões espalhados pela sala e um bolinho pequeno só para não deixar passar em branco.
E sabe de uma coisa?
Hoje eu entendo que o que fica não é o tamanho da festa.
O que fica é a memória afetiva. É o filho se sentir amado, importante, lembrado.
A cena da meia-noite
Ontem a Amanda estava tão ansiosa pelo aniversário que acabou dormindo no sofá antes da meia-noite.
Quando o relógio marcou 00h00, eu e meu marido fomos até ela. Demos beijos, desejamos parabéns, falamos o quanto somos gratos e abençoados pela vida dela.
Depois o pai pegou ela no colo — quase sem conseguir mais, porque ela já está enorme rsrs — e levou nossa menina enroladinha no cobertor de princesa, segurando uma pelúcia, como se a doçura da primeira infância ainda permanecesse ali.
E acho que são justamente esses momentos simples que valem mais do que qualquer coisa.
Sobre a culpa silenciosa das mães
Porque às vezes a gente não está com cabeça para grandes planejamentos. Às vezes não está com condição financeira naquele momento. Às vezes a vida simplesmente pesa.
Mas filhos não precisam de perfeição o tempo todo.
Eles precisam se sentir amados.
Ainda nem sabemos o que vamos fazer para comemorar. Até porque o aniversário caiu em plena segunda-feira, rsrs.
Talvez seja só um jantar em casa. Talvez um bolinho simples. Talvez uma saída rápida para comer em algum lugar.
Mas eu sei que ela vai ficar feliz.
E talvez nós, mães, precisemos aprender a respirar um pouco mais leves também. Porque sempre existe aquela culpa silenciosa dizendo que deveríamos fazer mais. Mais bonito, mais caro, mais perfeito.
Mas no fim das contas… nossos filhos provavelmente vão se lembrar muito mais do amor do que da decoração.
Voos mais altos
Então hoje eu só quero agradecer. Pela vida dela. Pelo privilégio de ser mãe da Amanda. E por ainda existir tanta doçura mesmo nos dias difíceis.
Parabéns, filha.
Te amo mais do que consigo colocar em palavras.





